EDUCAR COM OS PÉS NO CHÃO E O CORAÇÃO ABERTO
A ESCUTA SENSÍVEL COMO PRÁTICA INCLUSIVA NO COTIDIANO ESCOLAR
DOI:
https://doi.org/10.61164/rmnm.v11i1.4155Palabras clave:
escuta sensível, inclusão escolar, pedagogia da presença, afetividadeResumen
Este artigo analisa a escuta sensível como prática pedagógica fundamental para a efetivação de uma educação inclusiva e humanizadora no contexto escolar contemporâneo. Com base em uma abordagem qualitativa e fundamentada em revisão bibliográfica crítica, discute-se como a escuta, compreendida não apenas como ato auditivo, mas como posicionamento ético e político, pode se constituir em eixo estruturante de processos educativos mais afetivos, democráticos e acolhedores. A partir dos aportes teóricos de autores como Paulo Freire, Bell Hooks, Carlos Skliar, Maria Teresa Mantoan, Cristiane Guimarães e Lev Vigotski, evidenciam-se as potencialidades da escuta na construção de vínculos pedagógicos significativos e na valorização da diversidade como princípio formativo. Defende-se que a escuta sensível está intimamente relacionada à pedagogia da presença e à construção de relações afetivas que favorecem o reconhecimento das subjetividades dos estudantes. Argumenta-se que práticas educativas baseadas na escuta ativa contribuem para a superação de silenciamentos históricos, promovendo o pertencimento e o protagonismo dos sujeitos historicamente marginalizados no espaço escolar. As considerações finais apontam para a urgência de políticas públicas e de processos formativos que valorizem a escuta como dimensão pedagógica central, reafirmando a escola como lugar de vida, de encontro e de transformação social.
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