COLELITÍASE E COLECISTITE NO BRASIL: IMPACTO NO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE ENTRE 2019 E 2024
DOI:
https://doi.org/10.61164/kmfpv132Palabras clave:
Colelitíase; Colecistite; Epidemiologia; Sistema Único de Saúde.Resumen
INTRODUÇÃO: A colelitíase e a colecistite aguda são emergências médicas frequentes em todo o mundo, relacionadas à vesícula biliar. Elas são responsáveis por um quadro de dor no quadrante superior direito (QSD) do abdome, que pode irradiar para o ombro ou a escápula direita, frequentemente associada a vômito e febre baixa. Juntas, essas condições causam um grande número de internações, configurando um problema de saúde pública crescente. OBJETIVO E METODOLOGIA: O objetivo deste estudo foi descrever o impacto da colecistite e da colelitíase no Sistema Único de Saúde (SUS) por meio de dados de 2019 a 2024, para traçar o perfil epidemiológico da doença no Brasil. A metodologia foi um estudo epidemiológico descritivo, usando dados de morbidade hospitalar do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS). RESULTADOS E DISCUSSÃO: O Brasil teve um total de 1.801.474 internações por essas doenças no período. Em 2024, a taxa foi de 188 internações a cada 100 mil habitantes. A concentração de casos foi maior a partir dos 30 anos de idade, com uma média de 350 mil casos entre as faixas etárias de 30 a 59 anos. Em relação ao sexo, a doença afetou mais mulheres, com cerca de 1.316 internações a cada 100 mil mulheres. Os óbitos foram mais comuns em atendimentos de urgência, com uma taxa de mortalidade média de 1,7 óbitos no período. O custo médio por internação foi de R$ 1.090,48, totalizando quase R$ 2 bilhões gastos com a doença no período do estudo. CONCLUSÃO: Os dados analisados demonstram que, no Brasil, as doenças da vesícula biliar representam um problema relevante devido ao grande número de internações anuais e ao significativo impacto financeiro para o Governo Federal.
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