APOIO FAMILIAR COMO FATOR DETERMINANTE NO DESENVOLVIMENTO NEUROPSICOMOTOR NA SÍNDROME DE DOWN
DOI:
https://doi.org/10.61164/mr17s283Palabras clave:
Síndrome de Down. Estimulação precoce. Fisioterapia neuropediátrica. Desenvolvimento motor.Resumen
A Síndrome de Down é uma alteração genética resultante da trissomia do cromossomo 21 e está associada a atrasos no desenvolvimento motor, hipotonia muscular, alterações posturais e dificuldades no controle corporal. O presente estudo teve como objetivo analisar a evolução fisioterapêutica de uma criança do sexo feminino, com 1 ano de idade, diagnosticada com Síndrome de Down e atendida na Clínica de Ensino em Fisioterapia. Trata-se de um estudo de caso conduzido por meio de avaliação completa envolvendo anamnese, análise postural, testes articulares, avaliação da força muscular, mensurações antropométricas, reflexos primitivos e aplicação da Alberta Infant Motor Scale (AIMS), que indicou atraso motor de três meses em relação à idade cronológica. O plano terapêutico foi estruturado com foco em técnicas de estimulação precoce, integração sensorial, exercícios de controle cervical e tronco, treino de rolamento, facilitação do desenvolvimento motor e atividades lúdicas para promover engajamento e resposta funcional. Ao longo do acompanhamento, observou-se progressos importantes, como melhoria no controle de tronco, maior estabilidade em sedestação, início do rolamento lateral independente, aumento das amplitudes articulares e melhor resposta aos estímulos sensório-motores. A reavaliação demonstrou também melhora na coordenação motora, fortalecimento global e evolução das habilidades funcionais, evidenciando boa adesão familiar e continuidade dos estímulos domiciliares. Os achados deste estudo reforçam que a intervenção fisioterapêutica precoce e sistematizada contribui significativamente para o desenvolvimento motor de crianças com Síndrome de Down, favorecendo maior autonomia, melhor organização postural e avanço nas aquisições neuropsicomotoras.
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