EDUCAÇÃO E PROMOÇÃO EM SAÚDE: ESTRATÉGIAS INTERSETORIAIS NA CONSTRUÇÃO DA INTEGRALIDADE DO CUIDADO

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.61164/kefnws37

Palabras clave:

Educação em Saúde. Promoção da Saúde. Integralidade em Saúde. Estratégias de Saúde.

Resumen

Introdução: A promoção da saúde, consolidada a partir da Carta de Ottawa (1986), ultrapassa o modelo biomédico ao reconhecer determinantes sociais, culturais, econômicos e ambientais no processo saúde-doença. A intersetorialidade é apresentada como estratégia essencial para integrar setores como saúde, educação, favorecendo a efetividade das ações e a construção da integralidade do cuidado, princípio estruturante do SUS. Objetivo: Analisar e sintetizar as evidências sobre estratégias intersetoriais de educação e promoção em saúde, destacando sua contribuição para a integralidade do cuidado no contexto brasileiro. Método: Revisão narrativa da literatura, com análise de artigos científicos, livros e documentos de políticas públicas publicados entre 2006 e 2025 em bases como SciELO, LILACS e Google Scholar. Foram considerados estudos sobre intersetorialidade, promoção da saúde, educação em saúde, educação permanente e interprofissionalidade. Discussão: Estratégias intersetoriais, como o Programa Saúde na Escola (PSE), demonstram eficácia na integração de ações entre saúde e educação, promovendo hábitos saudáveis, prevenção de agravos e protagonismo comunitário. A Educação Permanente em Saúde (EPS) e a Educação Interprofissional em Saúde (EIP) reforçam a capacitação de profissionais para atuação colaborativa e integrada, reduzindo a fragmentação das práticas assistenciais. Contudo, persistem desafios relacionados à escassez de recursos, barreiras institucionais e necessidade de formação contínua. Conclusão: A educação e promoção da saúde constitui componente central para a integralidade do cuidado, fortalecendo políticas públicas, redes de atenção e equidade social. Por meio delas se apresentam como ferramenta essencial para consolidar a prevenção, promoção e atenção contínua, garantindo respostas sustentáveis e equitativas às necessidades da população.

Descargas

Los datos de descarga aún no están disponibles.

Biografía del autor/a

Referencias

1. HIGA, Elza de Fátima Ribeiro et al. A intersetorialidade como estratégia para promoção da saúde sexual e reprodutiva dos adolescentes. Interface-Comunicação, Saúde, Educação, v. 19, p. 879-891, 2015. DOI: https://doi.org/10.1590/1807-57622014.0751

2. SILVA, Kênia Lara; RODRIGUES, Andreza Trevenzoli. Ações intersetoriais para promoção da saúde na Estratégia Saúde da Família: experiências, desafios e possibilidades. Revista Brasileira de Enfermagem, v. 63, p. 762-769, 2010. DOI: https://doi.org/10.1590/S0034-71672010000500011

3. BORDIN, Vanessa et al. Integralidade, intersetorialidade e promoção da saúde em ações de cuidado à saúde de escolares: encaminhamentos em outros países e na macrorregião oeste do Paraná–Brasil. 2022.

4. KLEBA, Maria Elisabeth et al. Trilha interpretativa como estratégia de educação em saúde: potencial para o trabalho multiprofissional e intersetorial. Interface-Comunicação, Saúde, Educação, v. 20, n. 56, p. 217-226, 2015. DOI: https://doi.org/10.1590/1807-57622015.0339

5. GONÇALVES, Alda Martins et al. Promoção da saúde no cotidiano das equipes de saúde da família: uma prática intersetorial?. Revista de Enfermagem do Centro-Oeste Mineiro, 2014.

6. PEDUZZI, Marina; SILVA, J. A.; LEONELLO, V. M. A formação dos profissionais de saúde para a integralidade do cuidado e prática interprofissional. Mota A, Marinho AG, Schraiber LB, organizadores. Educação, medicina e saúde: tendências historiográficas e dimensões interdisciplinares. Santo André: UFABC, p. 141-172, 2018.

7. CARNEIRO, Angélica Cotta Lobo Leite et al. Educação para a promoção da saúde no contexto da atenção primária. Revista panamericana de salud publica, v. 31, n. 2, p. 115-120, 2012. DOI: https://doi.org/10.1590/S1020-49892012000200004

8. AZEVEDO, Elaine de; PELICIONI, Maria Cecília Focesi; WESTPHAL, Marcia Faria. Práticas intersetoriais nas políticas públicas de promoção de saúde. Physis: Revista de Saúde Coletiva, v. 22, p. 1333-1356, 2012. DOI: https://doi.org/10.1590/S0103-73312012000400005

9. MACHADO, Maria de Fátima Antero Sousa et al. Integralidade, formação de saúde, educação em saúde e as propostas do SUS: uma revisão conceitual. Ciência & saúde coletiva, v. 12, p. 335-342, 2007. DOI: https://doi.org/10.1590/S1413-81232007000200009

10. DUARTE, Franciely Fernandes et al. INOVAÇÃO SOCIAL E SAÚDE COLETIVA: ESTRATÉGIAS COLABORATIVAS PARA O BEM-ESTAR POPULACIONAL. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, [S. l.], v. 11, n. 7, p. 3013–3021, 2025. DOI: https://doi.org/10.51891/rease.v11i7.20451. DOI: https://doi.org/10.51891/rease.v11i7.20451

11. RORIZ, Fernanda Aguiar Silvestre et al. A SAÚDE COLETIVA NO COTIDIANO DA ATENÇÃO BÁSICA: PRÁTICAS, SABERES E DESAFIOS. ARACÊ, v. 7, n. 6, p. 31036-31046, 2025. DOI: https://doi.org/10.56238/arev7n6-114. DOI: https://doi.org/10.56238/arev7n6-114

12. GUIMARÃES, Mateus Henrique Dias et al. INDICADORES DE SAÚDE COLETIVA: FERRAMENTAS PARA AVALIAÇÃO DA QUALIDADE E EFETIVIDADE DAS POLÍTICAS PÚBLICAS. ARACÊ, v. 7, n. 7, p. 36607-36616, 2025. DOI: https://doi.org/10.56238/arev7n7-083.

13. GUIMARÃES, Mateus Henrique Dias et al. PROMOÇÃO DA SAÚDE E PREVENÇÃO DE DOENÇAS NO CONTEXTO DA SAÚDE COLETIVA: ESTRATÉGIAS INTEGRADAS PARA A SUSTENTABILIDADE DOS SISTEMAS DE SAÚDE. Revista CPAQV - Centro de Pesquisas Avançadas em Qualidade de Vida, [S. l.], v. 17, n. 2, p. 7, 2025. DOI: https://doi.org/10.36692/V17N2-59R. DOI: https://doi.org/10.36692/V17N2-59R

14. GUIMARÃES, Mateus Henrique Dias. SAÚDE PÚBLICA E SAÚDE COLETIVA: CONCEITOS E IMPACTOS NA SOCIEDADE. Revista Saúde Dos Vales, v. 8, n. 1, p. 1-15, 2025. DOI: https://doi.org/10.61164/rsv.v8i1.4230. DOI: https://doi.org/10.61164/rsv.v8i1.4230

15. GUIMARÃES, Mateus Henrique Dias et al. Gestão Participativa na Saúde Coletiva: Caminhos para a Efetivação de Políticas Públicas Locais. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, v. 7, n. 2, p. 1495-1503, 2025. DOI: https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n2p1495-1503 DOI: https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n2p1495-1503

16. DA SILVA MARQUES, Victor Guilherme Pereira et al. A PRÁTICA DA EDUCAÇÃO EM SAÚDE NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, v. 5, n. 4, p. 819-825, 2023. DOI: https://doi.org/10.36557/2674-8169.2023v5n4p819-825

17. PEREIRA DE SOUZA, Aline et al. ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA E A INTEGRALIDADE DO CUIDADO: PERCEPÇÃO DOS PROFISSIONAIS. Revista Baiana de Enfermagem, v. 34, 2020. DOI: https://doi.org/10.18471/rbe.v34.34935

18. CLOSS, Thaísa Teixeira et al. Articulação intersetorial entre atenção básica e educação: a escola como espaço de promoção de saúde. Anais. Seminário Internacional sobre Políticas Públicas, Intersetorialidade e Família. Desafios éticos no ensino, na pesquisa e na formação profissional, v. 1, p. 1056-63, 2013.

19. DIAS, Maria Socorro de Araújo et al. Intersetorialidade e Estratégia Saúde da Família: tudo ou quase nada a ver?. Ciência & Saúde Coletiva, v. 19, p. 4371-4382, 2014. DOI: https://doi.org/10.1590/1413-812320141911.11442014

20. DE MIRANDA RIBEIRO, Gilberto; GOMES, Buso; DE SOUZA BERETTA, Regina Célia. A EDUCAÇÃO POPULAR EM SAÚDE NA ARTICULAÇÃO COM A PROMOÇÃO DA SAÚDE: Revisão integrativa. Psicologia e Saúde em debate, v. 10, n. 1, p. 784-809, 2024. DOI: https://doi.org/10.22289/2446-922X.V10N1A47

21. GUIMARÃES, Lucas Dias; TELES, Perolina Souza; MENEZES, José Américo Santos. A inclusão de pessoas com deficiência nas aulas de Educação Física em escolas de Aracaju/SE: desafios e possibilidades. Revista Tempos e Espaços em Educação, São Cristóvão, v. 17, n. 36, p. e22163, 2024. DOI: https://doi.org/10.36557/2009-3578.2025v11n2p290-314. DOI: https://doi.org/10.20952/revtee.v17i36.22163

22. GUIMARÃES, Mateus Henrique Dias; COUTINHO, Diógenes José Gusmão. Educação sexual no ensino fundamental: ações de saúde como forma educadora e caminho para o diálogo. Revista Tempos e Espaços em Educação, v. 18, n. 37, p. e23293-e23293, 2025. DOI: https://doi.org/10.20952/revtee.v18i37.23293. DOI: https://doi.org/10.20952/revtee.v18i37.23293

23. SANTIAGO, Elainy Krisnha Sampaio et al. EDUCAÇÃO PERMANENTE EM SAÚDE COMO ESTRATÉGIA PARA PROFISSIONAIS NA ASSISTÊNCIA INTEGRAL À SAÚDE DO ADULTO EM COMUNIDADES VULNERÁVEIS. LUMEN ET VIRTUS, v. 16, n. 52, p. e7830-e7830, 2025. DOI: https://doi.org/10.56238/levv16n52-008. DOI: https://doi.org/10.56238/levv16n52-008

24. ROCHA, Fernanda Mota; SILVA, Eliete Maria; BOMBONATTI, Giulia Romano; SANTOS, Débora de Souza. Educação Permanente em Saúde no enfrentamento das vulnerabilidades. In: ROCHA, E. S. C. et al. (orgs.). Enfermagem no cuidado à saúde de populações em situação de vulnerabilidade: volume 1. Brasília, DF: Editora ABen, 2022. p. 104-115. DOI: https://doi.org/10.51234/aben.22.e11.c12. DOI: https://doi.org/10.51234/aben.22.e11.c12 DOI: https://doi.org/10.51234/aben.22.e11.c12

25. PUMAR‐MÉNDEZ, María J. et al. Mapping health promotion practices across key sectors and its intersectoral approach at the local level: Study protocol. Journal of Advanced Nursing, v. 80, n. 9, p. 3866-3874, 2024. DOI: 10.1111/jan.16147. https://doi.org/10.1111/jan.16147 DOI: https://doi.org/10.1111/jan.16147

26. ABDUL, Samira et al. Promoting health and educational equity: Cross-disciplinary strategies for enhancing public health and educational outcomes. World Journal of Biology Pharmacy and Health Sciences, v. 18, n. 2, p. 416-433, 2024.DOI: https://doi.org/10.30574/wjbphs.2024.18.2.0298. DOI: https://doi.org/10.30574/wjbphs.2024.18.2.0298

27. DE OLIVEIRA VELOSO, Chirles Eloizia; SILVA, Gleyce Kelly. O PAPEL DO ENFERMEIRO DA ATENÇÃO PRIMÁRIA A SAÚDE. Revista Saúde Dos Vales, v. 10, n. 1, p. 1-10, 2025. DOI: https://doi.org/10.61164/6phx8913. DOI: https://doi.org/10.61164/6phx8913

28. GUIMARÃES, Mateus Henrique Dias et al. AVALIAÇÃO EM SAÚDE E EDUCAÇÃO: INTERFACES COM A GESTÃO E A EDUCAÇÃO PERMANENTE. Revista DCS, v. 22, n. 84, p. e3767-e3767, 2025. DOI: https://doi.org/10.54899/dcs.v22i84.3767 DOI: https://doi.org/10.54899/dcs.v22i84.3767

29. GUIMARÃES, Mateus Henrique Dias et al. INDICADORES DE SAÚDE COLETIVA: FERRAMENTAS PARA AVALIAÇÃO DA QUALIDADE E EFETIVIDADE DAS POLÍTICAS PÚBLICAS. ARACÊ, v. 7, n. 7, p. 36607-36616, 2025. DOI: https://doi.org/10.56238/arev7n7-083 DOI: https://doi.org/10.56238/arev7n7-083

Regulação constitucional da ordem econômica e da tributação: intervenção do Estado no domínio econômico e extrafiscalidade. (2026). Revista Jurídica Do Nordeste Mineiro, 1(01), 1-16. https://doi.org/10.61164/nqjenk30

30. ARAÚJO, Flávio Eduardo Silva et al. A SAÚDE COLETIVA COMO ESPAÇO DE DIÁLOGO: intercâmbio de saberes entre profissionais da saúde e educação. Revista Multidisciplinar do Nordeste Mineiro, [S.L.], v. 21, n. 02, p. 1-19, 10 dez. 2025. AlfaUnipac. http://dx.doi.org/10.61164/w0axck40. DOI: https://doi.org/10.61164/w0axck40

Publicado

2026-01-20

Cómo citar

EDUCAÇÃO E PROMOÇÃO EM SAÚDE: ESTRATÉGIAS INTERSETORIAIS NA CONSTRUÇÃO DA INTEGRALIDADE DO CUIDADO. (2026). Revista Multidisciplinar Do Nordeste Mineiro, 1(02), 1-15. https://doi.org/10.61164/kefnws37