O BRINCAR COMO EXPRESSÃO DO CUIDADO ÉTICO EM ENFERMAGEM PEDIÁTRICA HOSPITALAR
DOI:
https://doi.org/10.61164/gejb5p41Palavras-chave:
Enfermagem Pediátrica, Ética em Enfermagem, Atividades Lúdicas, Humanização da Assistência, Criança HospitalizadaResumo
O presente artigo desenvolve uma reflexão teórica sobre o brincar como expressão do cuidado ético na enfermagem pediátrica hospitalar. Fundamentado nos referenciais de Winnicott, Waldow e Boff, o brincar é compreendido como linguagem simbólica da infância e como tecnologia relacional capaz de humanizar o cuidado e ressignificar a experiência da hospitalização. Analisa-se o brincar como gesto ético que articula vínculo, empatia e presença profissional, evidenciando a centralidade da escuta, da afetividade e do reconhecimento da criança como sujeito de direitos no encontro entre enfermeiro e criança. Ao ser incorporado à prática assistencial, o brincar ultrapassa o caráter recreativo e assume funções clínica, comunicacional e formativa, contribuindo para a redução do sofrimento, o fortalecimento do vínculo terapêutico e a adaptação da criança ao processo de cuidado. Essa abordagem dialoga com compromissos globais de desenvolvimento sustentável, especialmente com os princípios da Agenda 2030 das Nações Unidas, ao evidenciar o papel da enfermagem na promoção do bem-estar infantil, na formação ética e humanizada dos profissionais de saúde e na garantia da dignidade, da equidade e dos direitos da criança nos contextos de cuidado. Conclui-se que o brincar, quando reconhecido como dimensão ética da enfermagem pediátrica hospitalar, contribui para a qualificação do cuidado e para a consolidação de práticas assistenciais centradas na criança e na dignidade humana.
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Referências
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