O PAPEL DO PSICÓLOGO JUNTO A CRIANÇAS E ADOLESCENTES VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA
DOI:
https://doi.org/10.61164/rmnm.v10i1.1555Keywords:
Papel do psicólogo. Situação de risco. Desigualdade social. Criança e adolescente. Violência sexual.Abstract
A violência sexual contra crianças e adolescentes é um problema de saúde pública, caracterizado por uma das formas mais graves de violação aos direitos humanos. Trata-se de um problema com inúmeras implicações no desenvolvimento cognitivo-comportamental das crianças e adolescentes. Desta forma, o objetivo deste estudo se constitui em discutir os aspectos relacionados à violência sexual praticada contra crianças e adolescentes e o papel de profissionais da área da Psicologia na escuta de argumentações de violência sexual contra crianças e adolescentes têm surgido em todo país. Escuta especializada, depoimento especial assim como perícia psicológica são procedimentos antevistos na legislação brasileira em diversos momentos de uma declaração de violência sexual, enseridos no Sistema de Garantia de Direitos. Enquanto os primeiros procedimentos podem contar com profissionais de outras áreas a perícia psicológica é atribuição exclusiva dos psicólogos. A violência revela-se em suas mais diversas formas, atingindo um número expressivo de pessoas de todas as raças, etnias, condições socioeconômicas, religião ou idade, sem distinção de sexo. Entretanto, as crianças e adolescentes são as vítimas mais frequentes das manifestações de violência. Nesse sentido, objetiva-se identificar as práticas realizadas pela psicologia no contexto de violência sexual infanto-juvenil, em especial, destacar as consequências psicossociais e físicas e averiguar quais estratégias vêm sendo utilizadas pela psicologia para o combate do abuso sexual em crianças e adolescentes. No entanto, ainda existem limitações nos sistemas de justiça que dificultam a oferta de um espaço seguro e acolhedor para que essa escuta possa acontecer. Cabe, portanto, aos profissionais da psicologia buscar estratégias para lidar com tais limitações e ofertar práticas de cuidado.
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