PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DOS CASOS DE SÍFILIS CONGÊNITA CONFIRMADOS NO MUNICÍPIO DE LAJEADO: 2014-2023
DOI:
https://doi.org/10.61164/c8ak6m53Keywords:
Sífilis congênita, perfil epidemiológico, assistência de enfermagem, notificação, transmissão verticalAbstract
Objetivo: analisar o perfil epidemiológico dos casos confirmados de sífilis congênita no município de Lajeado nos anos de 2014 a 2023. Métodos: estudo epidemiológico descritivo com dados secundários do Sistema de Informações de Agravos de Notificação, obtidos no DATASUS. Foram pesquisadas variáveis sociodemográficas - raça/cor; faixa etária e escolaridade da mãe - e clínico/epidemiológicas - série histórica de casos confirmados de sífilis congênita; realização do pré-natal; momento do diagnóstico da sífilis materna; tratamento da parceria; classificação final da sífilis congênita e evolução. Foi realizada estatística descritiva dos dados coletados, estabelecendo frequências absolutas e relativas das variáveis analisadas. Resultados: Foram registrados 96 casos de sífilis congênita no período, sendo que em 2014 foram confirmados dois casos e em 2023 ocorreram 19 casos. A raça branca predominou com 70,83% dos casos confirmados; a maior parte dos casos ocorreu em mulheres de 25 a 29 anos (29,16%); com ensino fundamental incompleto (32,29%). A maioria realizou o pré-natal (86,45%), o diagnóstico ocorreu durante o pré-natal em 67,7% dos casos e 72,91% das parcerias não realizaram o tratamento. Foram classificados como sífilis congênita recente 89,58% dos casos, ocorreram 7,29% de abortos e 2,08% de óbitos. Conclusão: Verificou-se que o número de casos tem aumentado consideravelmente no período e apesar da maioria das mulheres realizarem o pré-natal, ocorreram falhas importantes na realização do acompanhamento e tratamento, principalmente das parcerias. Recomenda-se novas estratégias para garantir a qualificação do monitoramento e tratamento das gestantes com sífilis e da sífilis adquirida.
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