AUTONOMIA FUNCIONAL E NIVEL DE ATIVIDADE FÍSICA DE MULHERES DA CIDADE DE JUAZEIRO DO NORTE
DOI:
https://doi.org/10.61164/b960yd26Keywords:
Mulheres, Capacidade funcional, Autonomia funcional, Atividade fisicaAbstract
O presente estudo teve como objetivo comparar a autonomia funcional e o nível de atividade física entre mulheres idosas ativas e não ativas residentes em Juazeiro do Norte – CE. Trata-se de uma pesquisa descritivo-comparativa, quantitativa e de corte transversal, realizada com 32 mulheres com idade igual ou superior a 50 anos, selecionadas por conveniência a partir de projetos de extensão universitária. A autonomia funcional foi avaliada pela Escala de Katz, instrumento que mensura o desempenho em Atividades Básicas da Vida Diária (ABVD), enquanto o nível de atividade física foi analisado pelo Questionário Internacional de Atividade Física (IPAQ) – versão curta. A análise estatística contemplou medidas descritivas, teste t de Welch para comparar os grupos e correlação de Spearman, adotando significância de p < 0,05. Os resultados evidenciaram que o grupo ativo apresentou valores significativamente maiores de caminhada, atividade física moderada e vigorosa quando comparado ao grupo não ativo, confirmando maior engajamento em práticas corporais regulares. No entanto, não foram observadas diferenças estatísticas na autonomia funcional entre os grupos, indicando elevados níveis de independência funcional mesmo entre participantes fisicamente inativas. As análises correlacionais revelaram associação positiva moderada entre a autonomia funcional e o tempo semanal de caminhada, além de correlação positiva forte entre autonomia funcional e atividade física moderada, sugerindo que esses padrões de movimento exercem influência mais direta sobre a capacidade de realizar ABVD. Em contrapartida, a atividade vigorosa não apresentou correlação significativa, demonstrando menor impacto sobre o desempenho funcional cotidiano. Conclui-se que, apesar de mulheres ativas apresentarem níveis superiores de atividade física, a autonomia funcional mostrou-se mais sensível a práticas leves e moderadas, características de atividades rotineiras e acessíveis. Esses achados reforçam a importância de promover a participação regular em atividades físicas compatíveis com a rotina das idosas como estratégia fundamental para preservar a funcionalidade, favorecer a independência e contribuir para um envelhecimento ativo e saudável.
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