AUTONOMIA FUNCIONAL E NIVEL DE ATIVIDADE FÍSICA DE MULHERES DA CIDADE DE JUAZEIRO DO NORTE

Authors

  • Ismael Saldanha Leite Centro Universitário Dr. Leão Sampaio
  • Francisco Davi Pereira Lima Centro Universitário Dr. Leão Sampaio
  • Felipe Silva Nogueira Centro Universitário Dr. Leão Sampaio
  • Allan Vinícus Sampaio Gomes Centro Universitário Dr. Leão Sampaio

DOI:

https://doi.org/10.61164/b960yd26

Keywords:

Mulheres, Capacidade funcional, Autonomia funcional, Atividade fisica

Abstract

O presente estudo teve como objetivo comparar a autonomia funcional e o nível de atividade física entre mulheres idosas ativas e não ativas residentes em Juazeiro do Norte – CE. Trata-se de uma pesquisa descritivo-comparativa, quantitativa e de corte transversal, realizada com 32 mulheres com idade igual ou superior a 50 anos, selecionadas por conveniência a partir de projetos de extensão universitária. A autonomia funcional foi avaliada pela Escala de Katz, instrumento que mensura o desempenho em Atividades Básicas da Vida Diária (ABVD), enquanto o nível de atividade física foi analisado pelo Questionário Internacional de Atividade Física (IPAQ) – versão curta. A análise estatística contemplou medidas descritivas, teste t de Welch para comparar os grupos e correlação de Spearman, adotando significância de p < 0,05. Os resultados evidenciaram que o grupo ativo apresentou valores significativamente maiores de caminhada, atividade física moderada e vigorosa quando comparado ao grupo não ativo, confirmando maior engajamento em práticas corporais regulares. No entanto, não foram observadas diferenças estatísticas na autonomia funcional entre os grupos, indicando elevados níveis de independência funcional mesmo entre participantes fisicamente inativas. As análises correlacionais revelaram associação positiva moderada entre a autonomia funcional e o tempo semanal de caminhada, além de correlação positiva forte entre autonomia funcional e atividade física moderada, sugerindo que esses padrões de movimento exercem influência mais direta sobre a capacidade de realizar ABVD. Em contrapartida, a atividade vigorosa não apresentou correlação significativa, demonstrando menor impacto sobre o desempenho funcional cotidiano. Conclui-se que, apesar de mulheres ativas apresentarem níveis superiores de atividade física, a autonomia funcional mostrou-se mais sensível a práticas leves e moderadas, características de atividades rotineiras e acessíveis. Esses achados reforçam a importância de promover a participação regular em atividades físicas compatíveis com a rotina das idosas como estratégia fundamental para preservar a funcionalidade, favorecer a independência e contribuir para um envelhecimento ativo e saudável.

Downloads

Download data is not yet available.

References

BORGES, Milene Ribeiro Dias; MOREIRA, Ângela Kunzler. Influências da prática de atividades físicas na terceira idade: estudo comparativo dos níveis de autonomia para o desempenho nas AVDs e AIVDs entre idosos ativos fisicamente e idosos sedentários. Revista de Educação Física, Rio Claro, v. 15, n. 3, p. 562-573, jul./set. 2009.

HONORATO, Rodrigo de Oliveira Bastos et al; Efeitos da atividade física na saúde e aptidão física de idosos: uma revisão de literatura. Revista Brasileira de Prescrição e Fisiologia do Exercício. São Paulo, v. 15, n. 97, p. 369–378, maio/jun. 2021.

KAJITANI, Gustavo Satoru; MENDES, Davi; GARCIA, Camila Carrião Machado. Envelhecimento e danos no DNA. Genética na Escola, Ouro Preto, v. 16, n. 1, p. 1–11, 2021. Sociedade Brasileira de Genética. DOI: https://doi.org/10.55838/1980-3540.ge.2021.359

NETO, Mansueto Gomes; CASTRO, Marcelle Fernandes de. Estudo comparativo da independência funcional e qualidade de vida entre idosos ativos e sedentários. Revista Brasileira de Medicina do Esporte, v. 18, n. 4, p. 234-237, jul./ago. 2012. DOI: https://doi.org/10.1590/S1517-86922012000400003

POLIZIO, Marco Antonio; MARÇAL, Liziane. DEMÊNCIA E ENVELHECIMENTO NO BRASIL: revisão narrativa sobre desafios sociais e de saúde pública. Psicologia e Saúde em debate. v. 11, n. 1, p. 440–456, 2025. DOI: https://doi.org/10.22289/2446-922X.V11A1A27

SANTOS, Luiz Silva dos; CABRAL, Eliane dos Santos. Movimento e continuidade: a transformação da terceira idade por meio de atividade física e esportiva em um clube escola na cidade de São Paulo. Revista Foco, v. 18, n. 4, p. 1–21, 2025. DOI: https://doi.org/10.54751/revistafoco.v18n4-073

SILVA, Bárbara Glauce Carvalho e. Os benefícios do exercício físico na terceira idade. Niterói - RJ: Universidade Norte do Paraná – UNOPAR, 2021. Projeto de Ensino (Graduação em Educação Física – Bacharelado).

SILVA, Lilane Maria Alves. Transição e fatores associados ao nível de atividade física combinado com comportamento sedentário em idosos: estudo longitudinal. 2019. 114 f. Tese (Doutorado em Atenção à Saúde) — Universidade Federal do Triângulo Mineiro, Uberaba, 2019.

TOMÉ, C. A.; FERNANDES, M. H.; COSTA, T. V. S. Capacidade funcional de idosas praticantes e não praticantes de exercícios físicos. Centro Esportivo Virtual, v. 12, n. 3, p. 1–10, 2016.

VALENÇA, Karolyne de Carvalho. Análise do nível de atividade física entre idosos ativos e sedentários. 2016. 27 f. Monografia (Graduação) - Faculdade de Ciências da Educação e Saúde, Centro Universitário de Brasília, Brasília, 2016.

WORLD, Health Organization. Envelhecimento ativo: uma política de saúde tradução Suzana Gontijo. – Brasília: Organização Pan-Americana da Saúde, 2005.

Published

2025-11-28

How to Cite

AUTONOMIA FUNCIONAL E NIVEL DE ATIVIDADE FÍSICA DE MULHERES DA CIDADE DE JUAZEIRO DO NORTE. (2025). Revista Multidisciplinar Do Nordeste Mineiro, 20(03), 1-17. https://doi.org/10.61164/b960yd26