CUIDADOS DE ENFERMAGEM NA PERSPECTIVA DA QUALIDADE DE VIDA DE PESSOAS OSTOMIZADAS: REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
DOI:
https://doi.org/10.61164/x24ys952Keywords:
Qualidade de vida, Estomaterapia, EnfermagemAbstract
A qualidade de vida da pessoa ostomizada é uma temática central na enfermagem, dada a amplitude das repercussões físicas, emocionais e sociais decorrentes da presença do estoma. Este estudo tem como objetivo identificar a qualidade de vida de pessoas estomizadas e analisar a atuação da enfermagem nesse contexto. O bem-estar desses indivíduos está diretamente relacionado ao acesso a cuidados especializados, orientação adequada e acompanhamento contínuo, aspectos nos quais a estomaterapia se destaca ao favorecer adaptação, autonomia no autocuidado e prevenção de complicações.Objetivou-se identificar a qualidade de vida da pessoa estomizada e a atuação da enfermagem neste contexto.Trata-se de uma revisão bibliográfica realizada nas bases Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e BDENF-Enfermagem, disponíveis na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Utilizaram-se os descritores “qualidade de vida”, “estomaterapia” e “enfermagem”, em português. As buscas foram realizadas em outubro de 2025, resultando em 43 artigos; após os critérios de exclusão, quatro estudos compuseram a análise final.A literatura evidenciou que a qualidade de vida das pessoas estomizadas é influenciada por fatores como tipo de estoma, condição clínica, suporte social, percepção da própria imagem e preparo para o autocuidado. Sentimentos como vergonha, insegurança e medo podem prejudicar a reinserção social e o bem-estar emocional. Nesse cenário, o papel da enfermagem ultrapassa o cuidado técnico, abrangendo ações educativas, acolhimento, escuta ativa e apoio emocional, essenciais para promover autonomia e fortalecer o enfrentamento das mudanças impostas pela condição estomizada.A atuação qualificada da enfermagem contribui para maior aceitação do dispositivo, redução de complicações dermatológicas periestomais e fortalecimento do controle sobre a própria saúde. Conclui-se que a qualidade de vida da pessoa estomizada depende de uma abordagem integral e contínua, na qual a enfermagem desempenha função estruturante. O fortalecimento da estomaterapia, o acesso ampliado a consultas especializadas e o investimento em educação em saúde configuram estratégias fundamentais para promover o bem-estar e a autonomia desses indivíduos.
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