CONECTADOS, PERO VULNERABLES: EL PARADOJA DE LA HIPERVULNERABILIDAD DIGITAL Y EL "ANALFABETISMO CONSUMERISTA" EN TELEFONÍA MÓVIL
DOI:
https://doi.org/10.61164/9z17sh40Palabras clave:
Derecho del Consumidor, Telefonía Móvil, Hipervulnerabilidad, Alfabetización DigitalResumen
El avance de la telefonía móvil ha transformado las relaciones de consumo, insertando al usuario en un entorno de contratos complejos y vigilancia algorítmica. El presente estudio investiga el nivel de conciencia y vulnerabilidad de los consumidores en el municipio de Campo Novo do Parecis-MT, un polo de desarrollo agrícola en rápida expansión digital. El objetivo central fue analizar si los indicadores socioeconómicos clásicos —escolaridad e ingresos— actúan como factores de protección contra la desinformación. Se trata de una investigación cuantitativa descriptiva, realizada a través de una encuesta con una muestra de 402 habitantes. Los datos fueron sometidos a pruebas de Chi-cuadrado de Pearson (x²) y V de Cramer. Los resultados revelan un escenario de "hipervulnerabilidad digital": no hubo asociación estadísticamente significativa entre el nivel de escolaridad (p=0,11) o ingreso familiar (p=0,25) y el conocimiento sobre los derechos del consumidor, indicando un fenómeno de "analfabetismo consumerista funcional" que afecta incluso a la élite intelectual local. Sin embargo, la variable edad resultó determinante (p=0,003), señalando a los jóvenes "nativos digitales" como el grupo más vulnerable. Se concluye que la inclusión digital en el municipio no ha ido acompañada de alfabetización jurídica, exigiendo políticas públicas de educación para el consumo que trasciendan el sesgo asistencialista.
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