ENTRE A GREVE E O GIZ: MOVIMENTOS EDUCACIONAIS E A PEDAGOGIA HISTÓRICO-CRÍTICA NA REDEMOCRATIZAÇÃO DO BRASIL (1985–2025)
DOI:
https://doi.org/10.61164/zjdyjb55Palavras-chave:
Consciência. Democracia. Educação crítica. Emancipação. Pedagogia histórico-crítica.Resumo
O estudo analisa a permanência e a atualidade da Pedagogia Histórico-Crítica no contexto das transformações políticas e educacionais que marcam o Brasil entre 1985 e 2025. O objetivo consiste em compreender como essa concepção teórica orienta práticas de resistência e emancipação diante da consolidação democrática e das políticas neoliberais que impactam a educação pública. A pesquisa adota abordagem qualitativa, sustentada por revisão bibliográfica de caráter filosófico-crítico, articulando contribuições da filosofia da educação, da sociologia política e da pedagogia crítica. A metodologia privilegia a análise interpretativa, em que a leitura das obras e contextos é compreendida como prática reflexiva e formadora, permitindo a reconstrução do pensamento pedagógico em sua dimensão histórica e política. O estudo considera a educação como campo de disputa simbólica, no qual a formação docente, a consciência política e o papel social da escola revelam tensões entre autonomia e controle. A investigação identifica que a Pedagogia Histórico-Crítica mantém atualidade por sua capacidade de integrar teoria e prática, articulando o ato educativo à transformação social. Conclui-se que a educação crítica, ao resistir à mercantilização e ao esvaziamento ético da escola, reafirma o sentido público do conhecimento e o papel humanizador do professor como mediador da consciência coletiva. A reflexão propõe que a esperança e a crítica permanecem inseparáveis na tarefa educativa, apontando a necessidade de reconstruir o pensamento pedagógico como exercício ético, político e emancipador.
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