CÂNCER DO COLO DO ÚTERO: correlação entre os resultados de citologias positivas e histologias – revisão sistemática
Abstract
O câncer do colo do útero, também conhecido como câncer cervical, é uma doença que acomete milhares de mulheres por ano no mundo todo, o que o torna um problema de saúde pública. Dentre as principais causas do câncer do colo do útero, a infecção persistente via subtipos oncogênicos do Papiloma Vírus Humano (HPV), é apontada. O HPV, é um vírus DNA transmissível, que infecta as células da pele e da mucosa, causando diferentes tipos de lesões. Estima-se que, em 70% dos casos, os tipos de HPV 16 e 18 estejam presentes[1]. O exame citopatológico para rastreio de alterações nas células do colo do útero é o Papanicolau, que consiste no esfregaço das células oriundas da ectocérvice e da endocérvice, que são extraídas através da raspagem do colo do útero. Além disso, o exame histológico realiza a análise microscópica de um fragmento do tecido para confirmação do diagnóstico adquirido anteriormente. Objetivou-se Investigar, a partir da literatura pré-existente, a correlação entre as citologias positivas e histologias para o câncer do colo do útero. Foi realizada revisão bibliográfica através de plataformas de pesquisa renomadas, sendo elas Scielo, Google acadêmico e Capes, com publicações realizadas no período de 2012 a 2022, utilizando as palavras-chave "citologia", “Papanicolau”, “câncer do colo do útero” e “histologia”. Os estudos realizados evidenciam que, os exames citológicos possuem baixa sensibilidade e alta especificidade. Analisando os resultados obtidos através dos trabalhos revisados, a correlação entre citologia e histologia comumente possui concordância, a sensibilidade da histologia está diretamente relacionada à severidade da lesão, deste modo, a maior correlação positiva é percebida para lesões de alto grau. Entretanto, os estudos apontam que, embora ambos os métodos possuam suas limitações, a correlação cito-histológica ainda é um dos mais eficazes parâmetros de obtenção de confiabilidade diagnóstica. É necessário, portanto, que a coleta realizada seja adequada, visando sempre a adequabilidade das amostras.
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