VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA: FATORES DESENCADEANTES E ESTRATÉGIAS PREVENTIVAS
DOI:
https://doi.org/10.61164/rmnm.v10i1.3926Keywords:
Violência obstétrica, Assistencia á parturiente, Direitos da mulher, Educação em saudeAbstract
Este estudo propoe uma analise da violencia obstetrica--- uma forma de agressão institucional que se manifesta durante o trabalho de parto e o nascimento,cpmprometendo a dignidade e a autonomia das mulheres, Para entender esse processo é fundamental revisar o histórico de dicriminação e das práticas violentas dirigidas ao genero feminino,que tradicionalmente,foi relegados a papeis submissos sob controle masculino. A conquista de direitos,como como os garantidos pela Lei nº11.340/2006(Lei Maria da Penha), buscar assegurar a liberdade de decisão sobre o proprio corpo, a proteção física e os direitos reprodutivos das mulheres, contemplando,em situações extremas, o acesso ao aborto legal e a oferta de assistencia pré-natlde excelencia. Entretanto, a violenciade obstetrica persiste como reflexo das desigualdades de genero,manifestando-se por meio de agressoes físicas,danos psicologicos e falhas no atendimento institucional, o que impacta negativamente a saude mental materna e dificulta o vinculo inicialentre mãe e bebe. A desinformação sobre os direitos das gestantes e a carencia de marcos legais efetivos ampliam o risco de abusos, Nesse contexto,aeducaçao em saude e a concientização a cerca dos direitos no periodo do parto se tornam ferramentas essenciais para empoderar as mulheres,permitindo que reinvidiquem uma assistencia pautada no respeito e na humanização. O trabalho ressalta a necissidade de trasformar a cultura presente nas práticas obstetricas,criando-se um ambiente em que a mulher se sinta protegida e ouvida. A cooperação entre profissionais de saúde, instituições publicas e sociedade civil é indispensavel para assegurar partos livres de violencia e de desrespeito, promovendo uma experiencia de nascimento digna e igualitaria para todas.
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