EVIDÊNCIAS RECENTES SOBRE OS MECANISMOS IMUNOPATOGÊNICOS DA DERMATITE HERPETIFORME: UMA REVISÃO INTEGRATIVA

Authors

DOI:

https://doi.org/10.66104/swj9b821

Keywords:

Dermatitis Herpetiformis; Pathogenesis; Celiac Disease.

Abstract

A dermatite herpetiforme é uma dermatose bolhosa autoimune crônica, reconhecida como manifestação cutânea da doença celíaca, caracterizada por lesões papulovesiculosas pruriginosas e depósitos granulares de imunoglobulina A (IgA) na derme papilar. Esta revisão integrativa teve como objetivo sintetizar evidências científicas recentes acerca da fisiopatologia da doença, com ênfase nos mecanismos imunológicos que conectam o eixo intestino–pele. A busca bibliográfica foi realizada na base PubMed por meio de estratégia estruturada utilizando o descritor “dermatitis herpetiformis” associado a termos relacionados à patogênese e imunopatogênese. A busca inicial identificou 378 estudos; após aplicação de filtros para publicações dos últimos cinco anos e disponibilidade de texto completo gratuito, 21 artigos permaneceram elegíveis para análise preliminar. Mediante critérios de inclusão e exclusão previamente definidos, oito estudos compuseram a amostra final, sendo analisados qualitativamente quanto aos mecanismos imunológicos, inflamatórios, moleculares e histopatológicos envolvidos na doença. Os achados demonstram que a exposição ao glúten desencadeia resposta imune adaptativa intestinal com produção de autoanticorpos IgA contra transglutaminases, especialmente a transglutaminase epidérmica (TG3), principal autoantígeno implicado na formação das lesões cutâneas. Os imunocomplexos TG3–IgA, formados predominantemente no intestino, depositam-se na junção dermoepidérmica, promovendo ativação do complemento e recrutamento de neutrófilos, cuja liberação de enzimas proteolíticas contribui para a clivagem da membrana basal e formação de bolhas subepidérmicas. Evidências adicionais indicam que, embora a sensibilização seja intestinal, a fase efetora cutânea apresenta perfil predominantemente neutrofílico e relativa escassez de células T locais reativas ao glúten. Conclui-se que a dermatite herpetiforme constitui modelo de autoimunidade mediada por IgA dependente da interação intestino–pele, embora persistam lacunas na compreensão da relação entre deposição de IgA e atividade clínica.

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Author Biographies

  • Luilla Araújo Magnavita Jacobina, Universidade Tiradentes

    Acadêmica em Medicina na Universidade Tiradentes.

  • Ana Clara Andrade de Oliveira, Universidade Tiradentes

    Acadêmica em Medicina na Universidade Tiradentes.

  • Naiana Oliveira Alves, Universidade Tiradentes

    Acadêmica em Medicina na Universidade Tiradentes.

  • Ana Caroline Santos Andrade, Universidade Tiradentes

    Acadêmica em Medicina na Universidade Tiradentes.

  • Luma Rezende Barreto Faria, Universidade Tiradentes

    Acadêmica em Medicina na Universidade Tiradentes.

  • Sabrynna Andrade L’Amour de Sena, Universidade Tiradentes

    Acadêmica em Medicina na Universidade Tiradentes.

  • Danielle Krys de Araújo, Universidade Tiradentes

    Acadêmica em Medicina na Universidade Tiradentes.

  • Leide Virgínia de Souza Passos, Universidade Tiradentes

    Acadêmica em Medicina na Universidade Tiradentes.

  • Vitor Machado Barros de Oliveira, Universidade Tiradentes

    Acadêmico em Medicina na Universidade Tiradentes.

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Published

2026-04-04

How to Cite

EVIDÊNCIAS RECENTES SOBRE OS MECANISMOS IMUNOPATOGÊNICOS DA DERMATITE HERPETIFORME: UMA REVISÃO INTEGRATIVA. (2026). REMUNOM, 13(05), 1-19. https://doi.org/10.66104/swj9b821