LEI MARIA DA PENHA NO ENFRENTAMENTO À VIOLÊNCIA DOMÉSTICA: AVANÇOS E DESAFIOS
DOI:
https://doi.org/10.61164/rmnm.v12i3.3288Palabras clave:
violência doméstica; Lei Maria da Penha; desafios.Resumen
O enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher no Brasil tem ganhado destaque a partir da promulgação da Lei Maria da Penha, uma legislação que busca proteger e garantir os direitos das mulheres vítimas de violência. Este estudo tem como objetivo geral analisar as contribuições e os desafios da Lei Maria da Penha no combate à violência doméstica e familiar contra a mulher. Os objetivos específicos são identificar os avanços proporcionados pela lei, examinar as dificuldades na sua implementação e sugerir medidas para aprimorar a eficácia da legislação. A pesquisa busca responder à seguinte pergunta: quais são as principais contribuições e desafios da Lei Maria da Penha no enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher? A metodologia adotada é de caráter bibliográfico, com base em uma revisão de literatura sobre o tema. Os resultados indicam que a Lei Maria da Penha trouxe avanços significativos na proteção das mulheres e na conscientização sobre a violência de gênero, mas ainda enfrenta desafios como a falta de recursos, a necessidade de maior capacitação dos profissionais envolvidos e a resistência cultural. Conclui-se que, apesar dos progressos, é fundamental continuar aprimorando as estratégias de implementação da lei para garantir sua plena eficácia.
Descargas
Referencias
BAZZO, Mariana; CHAKIAN, Silvia. Crimes contra mulheres. 3. ed. Salvador: Editora Juspodvm, 2021.
. Código de Processo Penal. Decreto Lei n. 3.689, de 03 de outubro de 1941. Disponível em: < http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto- lei/Del3689Compilado.htm>. Acesso em 09 de junho de 2024.
. Código Penal. Decreto Lei n. 2.848, de 07 de dezembro de 1940. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto lei/Del2848compilado.htm> Acesso em 09 de junho de 2024.
. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília, 1988. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm>. Acesso em 09 de junho de 2024..
. Conselho Nacional de Justiça. Resolução n. 175 de 14 de maio de 2013. Disponível em: <http://www.cnj.jus.br/busca-atos-adm?documento=2504>. Acesso em 09 de junho de 2024.
. Decreto Lei n. 4.657, de 04 de setembro de 1942. Lei de Introdução as Normas do Direito Brasileiro. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/Del4657compilado.htm>. Acesso em 09 de junho de 2024.
. Lei n. 11.340, de 07 de agosto de 2006. Lei Maria da Penha. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2006/lei/l11340.htm>. Acesso em 09 de junho de 2024.
. Lei n. 13.505, de 08 de novembro de 2017. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2017/lei/L13505.htm>. Acesso em 09 de junho de 2024.
. Lei n. 13.641, de 03 de abril de 2018. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/lei/L13641.htm>. Acesso em 09 de junho de 2024.
CASIQUE, L. C.; FUREGATO, A. R. F. Violência Contra Mulheres: Reflexões Teóricas. Revista Latino-americana de Enfermagem, São Paulo, v. 14, n. 6, dez. 2006.
CAPEZ, Fernando. Curso de Direito Penal. 9 ed., Volume 3 Parte Especial - São Paulo/SP, 2012.
CHAUÍ, Marilena. Ética e violência. Revista Teoria e Debate. nº. 39, 1998.
CRUZ, M. M. S; PALMEIRA, F. C. C. Construção de identidade de gênero na educação física escolar. Motriz. Rio Claro, v.15 n.1 p.116-131, jan./mar. 2009.
CUNHA, Rogério Sanches; PINTO, Ronaldo Batista. Violência doméstica: Lei Maria da Penha (Lei 11340/2006), comentada artigo por artigo. 2. Ed. Ver. Atual. E ampliada. – São Paulo: editora Revista dos Tribunais, 2008. 301 p.
DANTAS-BERGER, Sônia Maria; GIFFIN, Karen. A violência nas relações de conjugalidade: invisibilidade e banalização da violência sexual?. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 21, n. 2, p. 417-425, abr. 2005 . DOI: https://doi.org/10.1590/S0102-311X2005000200008
DIAS, Maria Berenice. Lei Maria da Penha na Justiça. Salvador: Editora JusPodivm, 2019.
DINIZ, M. H. Curso de direito civil brasileiro: responsabilidade civil. 22. ed. São Paulo: Saraiva, 2003.
DIVERSIDADE e participação: Versão atualizada de Informe Gênero e Educação alerta para retrocessos em programas de educação, gênero e sexualidade. Disponível em: http://www.acaoeducativa.org.br/index.php/educacao/49-diversidade-raca-e- participacao/10004838-versao-atualizada-de-informe-genero-e-educacao-alerta-para- retrocessos-em-programas-de-educacao-genero-e-sexualidade. Acesso em 09 de junho de 2024.
ESTEFAM, André. Direito Penal Parte especial - Vol. 2 - 7ª edição de 2020.
FACHINETTO, R. F. Acesso, expansão e equidade na educação superior: novos desafios para a política educacional brasileira. In: SOCIOLOGIAS, Porto Alegre, v. 9, n.17, p.124-157. 2011.
GODELIER, Maurice. Métamorphoses de la parenté. Paris: Arthème Fayard, 1982
GOELLNER, S. Gênero. In: González, F; Fenstreseifer, P. Dicionário crítico de Educação Física. Ijuí: Ed. Unijuí, 2008a. 2ed.
GOMES, Luiz Flávio; BIANCHINI, Alice; CUNHA, Rogério Sanches; OLIVEIRA, William Terra de. Nova lei de drogas comentada, lei 11.343, de 23.08.2006, artigo por artigo. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2017.
GRECO, Rogério. Curso de direito penal: parte geral - v. 1. 17. ed. Niterói: Impetus, 2015.
HERMANN, Leda M. Maria da Penha lei com nome de mulher: violência doméstica e familiar,. 2008, p. 103.
JESUS, Mauro Louzada e DEVIDE, Fabiano Pries. Educação física escolar, co-educação e gênero: mapeando representações discentes. Movimento, Porto Alegre, v.12. 2006. DOI: https://doi.org/10.22456/1982-8918.2912
LOURO, Guacira. Gênero, sexualidade e educação. Petrópolis: Vozes, 2007.
MINAYO, Maria Cecília de Souza. A Violência Social sob a Perspectiva da Saúde Pública. Cadernos de Saúde Pública. Rio de Janeiro, 1994. DOI: https://doi.org/10.1590/S0102-311X1994000500002
NICHOLSON, L. Interpretando o gênero. Revista Estudos Feministas. Florianópolis, v.8, n.2, p, 9 – 42, jul./dez., 2000.
OLGA, Think; Meu corpo não é seu: Desvendando a violência contra a mulher. São Paulo: Companhia das letras, 2014.
PARODI, Ana Cecília; GAMA, Ricardo Rodrigues. Lei Maria da Penha: comentários à lei n. 11.340/2006. Campinas, SP: Russell, 2009.
PASINATO, Wânia. Acesso à justiça e violência doméstica e familiar contra as mulheres: as percepções dos operadores jurídicos e os limites para a aplicação da Lei Maria da Penha. Revista Direito GV, v. 11, n. 2, p. 407-428, 2011. DOI: https://doi.org/10.1590/1808-2432201518
PERISSINOTTO, Renato M. Hannah Arendt, poder e a crítica da tradição. Lua Nova nº 61, 2004. DOI: https://doi.org/10.1590/S0102-64452004000100007
PERLIN, Gladis. Fundamentos da Educação de Surdos. Florianópolis: UFSC, 2006.
PORQUE este restaurante em São Paulo decidiu cobrar 30% a mais dos homens. Disponível em: <http://www.hypeness.com.br/2015/04/porque-este-restaurante-decidiu- cobrar-30-a-mais-dos-homens/>. Acesso em 01 de junho de 2024.
PORTO, Pedro Rui da Fontoura. Violência doméstica e familiar contra a mulher: análise crítica e sistêmica. Porto Alegre: Livraria do Advogado Editora, 2014.
ROMIO, Jackeline Aparecida Ferreira. Feminicídios no Brasil, uma proposta de análise com dados do setor de saúde [tese de doutorado] – Campinas, 2017.
RUSSELL, Diana. Fala sobre as origens dos feminicídios, dezembro de 2011. http://www. dianarussell.com/origin_of_femicide.html . Acesso em: 31/05/2023.
SAFFIOTI, Heleieth Iara Bongiovani. Gênero, patriarcado, violência. 2.reimp. SãoPaulo: Editora Perseu Abramo, 2004.
SANCHES, Rogério. Manual de direito penal: parte geral (arts. 1º ao 120). 7. ed. Salvador: JusPodivm, 2019.
SCOTT, J. Gênero: uma categoria útil de análise histórica. Revista Educação & Realidade. Porto Alegre: v.2.n.20,p71-99, 1995.
SOUSA, Amélia e ALTMANN, Helena. “Rompendo fronteiras de gênero: Marias (e) homens na educação física”. Dissertação de mestrado em educação. Belo Horizonte: UFMG, 1999, 111p
TELLES, Maria Amélia de Almeida. O que são direitos humanos das mulheres. São Paulo: Brasiliense, 2006.
VIDIELLA, Judit et al. Masculinidad hegemónica, deporte y actividad física. Movimento, Porto Alegre, v. 16, n. 4, p. 93-115, out./dez. 2010. DOI: https://doi.org/10.22456/1982-8918.15031
Descargas
Publicado
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2024 Revista Multidisciplinar do Nordeste Mineiro

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución-NoComercial-CompartirIgual 4.0.
Authors who publish in this journal agree to the following terms:
Authors retain copyright and grant the journal the right of first publication, with the work simultaneously licensed under the Creative Commons Attribution License, which permits the sharing of the work with proper acknowledgment of authorship and initial publication in this journal;
Authors are authorized to enter into separate, additional agreements for the non-exclusive distribution of the version of the work published in this journal (e.g., posting in an institutional repository or publishing it as a book chapter), provided that authorship and initial publication in this journal are properly acknowledged, and that the work is adapted to the template of the respective repository;
Authors are permitted and encouraged to post and distribute their work online (e.g., in institutional repositories or on their personal websites) at any point before or during the editorial process, as this may lead to productive exchanges and increase the impact and citation of the published work (see The Effect of Open Access);
Authors are responsible for correctly providing their personal information, including name, keywords, abstracts, and other relevant data, thereby defining how they wish to be cited. The journal’s editorial board is not responsible for any errors or inconsistencies in these records.
PRIVACY POLICY
The names and email addresses provided to this journal will be used exclusively for the purposes of this publication and will not be made available for any other purpose or to third parties.
Note: All content of the work is the sole responsibility of the author and the advisor.
