INOVAÇÕES NO TRATAMENTO DA DOENÇA CELÍACA: UMA PERSPECTIVA ATUAL
DOI:
https://doi.org/10.61164/d8jr5m68Keywords:
Doença Celíaca; Tratamento; Inovações.Abstract
A doença celíaca é uma enfermidade autoimune desencadeada pela ingestão de glúten em indivíduos geneticamente predispostos, desencadeando uma resposta inflamatória capaz de comprometer progressivamente a integridade da mucosa intestinal. Embora venha sendo diagnosticada com maior precisão nas últimas décadas, seu manejo ainda se apoia quase exclusivamente na exclusão rigorosa do glúten da dieta. Essa estratégia, apesar de eficaz em muitos casos, apresenta limitações importantes: a recuperação da mucosa pode ser lenta ou incompleta, a exposição acidental é frequente e o padrão alimentar resultante tende a ser nutricionalmente desequilibrado. Diante dessas fragilidades, diferentes abordagens terapêuticas vêm sendo investigadas com o propósito de complementar a dieta e oferecer maior segurança ao paciente celíaco. Este estudo teve como finalidade reunir e analisar as principais inovações propostas nos últimos anos, destacando mecanismos de ação e potenciais aplicações clínicas. A pesquisa foi desenvolvida por meio de uma revisão integrativa da literatura baseada em artigos das bases BVS, PubMed e SciELO, utilizando descritores do DeCS combinados com operadores booleanos, nos agrupamentos: “Doença Celíaca” AND “Diagnóstico” AND “Tratamento”, considerando publicações entre 2014 e 2024 disponíveis na íntegra em português, inglês e espanhol, com acesso gratuito, sendo excluídos estudos duplicados ou não relacionados ao tema. Os resultados obtidos revelam um cenário de avanço gradual, com destaque para enzimas capazes de degradar peptídeos imunogênicos, moduladores da barreira intestinal, inibidores de Transglutaminase 2 e estratégias voltadas à indução de tolerância imunológica. Embora a maior parte dessas propostas ainda esteja em fases iniciais de desenvolvimento, elas apontam para um modelo terapêutico mais amplo, que busca reduzir danos associados à exposição residual ao glúten, bem como oferecer alternativas mais individualizadas ao paciente.
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