PERSPECTIVAS SOBRE A IDENTIDADE DE GÊNERO E TRANSGENERIDADE NA SOCIEDADE
UMA VISÃO PSICOSSOCIAL
DOI:
https://doi.org/10.61164/rmnm.v14i1.2017Palabras clave:
Transgênero; Identidade de gênero; Violência de gênero; Vulnerabilidade social; Disforia de gênero.Resumen
As questões de gênero e sexualidade no Brasil passaram por diversas e extensas mudanças através dos anos, o que levou a ganhar notoriedade no meio científico e jurídico, englobando a luta pela igualdade e respeito social. Está ideação do gênero estar vinculado exclusivamente ao nascimento corresponde a padrões binários, levando a exclusão, ao não reconhecimento e invalidação de mulheres e homens trans. No Brasil observamos que mulheres e homens transgêneros estão expostos a maiores chances de vulnerabilidade e violência, seja ela racial, sexual, física e verbal, a exposição a estes fatores levam a retardo e dificuldade no processo de aceitação e de transição ao gênero, induzindo de forma direta a danos psicossociais, diante disto, o objetivo geral foi analisar o perfil psicossocial de indivíduos transexuais e transgêneros e as repercussões deste perfil em sua vida diária. Este estudo se caracteriza como uma revisão sistemática da literatura, do tipo descritiva e retrospectiva, com manuscritos provenientes de múltiplas bases de dados, com critérios de inclusão e exclusão. Observamos que, 73,7% apresentaram pensamentos suicidas, 84% relataram sofrimento com o corpo, 91,96% referem violência verbal, 37% apresentaram depressão moderada a grave, e em todas as amostras foi relatado a dificuldade do acesso a saúde, encontrando barreiras como o preconceito e violência. Observamos que o acesso a saúde, educação e trabalho ainda são campos muito discutidos quando correlacionamos a população transgênero, as medidas devem ser comunitárias, englobando não somente a população trans, mas, pessoas cisgêneros, elucidando suas dúvidas e reprimindo toda e qualquer forma de preconceito. Evidenciamos que devemos combater o fundamentalismo que leva desordem, promove o caos e a intolerância contra pessoas trans e travestis, defendo assim os pouquíssimos direitos que esta massa tem no Brasil, recordando da mesma forma que, os direitos já conquistados são inegociáveis e que a luta histórica do movimento LGBTQIA+ não deve ser combatida e sim respeitada.
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Referencias
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