OS IMPACTOS DO ABANDONO AFETIVO PATERNO NO DESENVOLVIMENTO INFANTIL
DOI:
https://doi.org/10.61164/rmnm.v1i1.3418Palabras clave:
Abandono. Afetividade. Desenvolvimento.Resumen
Resumo: A família no século XVIII apresentava papéis definidos para homens e mulheres, contudo, novos modelos familiares foram incorporados à sociedade do século XXI, destacando a importância da afetividade. A pergunta norteadora é: quais os impactos da ausência de afetividade no desenvolvimento da criança por parte do genitor? O objetivo geral deste artigo é identificar os impactos do abandono afetivo paterno no desenvolvimento infantil. Os objetivos específicos são: 1) analisar os impactos psicológicos no desenvolvimento infantil, 2) identificar como o abandono afeta nas relações sociais, 3) compreender as consequências no adulto mediante o abandono afetivo na infância. A metodologia utilizada foi a revisão de literatura, utilizando como critérios de inclusão os últimos 10 anos e conduzida nas bases de dados da Biblioteca Virtual da Saúde (BVS), Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e Scientific Electronic Library Online (SciELO). Este trabalho justifica-se por vivências semelhantes passadas pela autora, além disso, nota-se certa naturalização ao abandono paterno, pois há recorrência significativa de casos de abandono paterno no Brasil. O desenvolvimento infantil é complexo e influenciado por diversos fatores, entre eles se destacam o ambiente familiar e as relações sociais. Estudos baseados em Freud categorizam o desenvolvimento infantil em fases, sugerindo que as experiências vivenciadas durante a infância moldam a personalidade do indivíduo adulto. A ausência do genitor pode comprometer o desenvolvimento, apresentando impactos psicológicos, sociais e nas relações futuras da criança.
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