A ATUAÇÃO DA ENFERMAGEM NA PREVENÇÃO DE INFECÇÕES HOSPITALARES EM UNIDADES DE TERAPIA INTENSIVA: UMA REVISÃO DE LITERATURA
DOI:
https://doi.org/10.61164/rmnm.v10i1.3962Palabras clave:
Infecção hospitalar; Unidades de terapia intensiva; Enfermagem; Controle de infecções.Resumen
As infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS) representam um grave problema de saúde pública, especialmente em ambientes hospitalares de alta complexidade, como as Unidades de Terapia Intensiva (UTI). Essas infecções, que podem ser causadas por diversos patógenos, e acarretam aumento da mortalidade, com maior prevalência em UTIs devido à fragilidade imunológica dos pacientes e ao elevado número de procedimentos invasivos, prolongamento das internações e elevação dos custos hospitalares, destacando a necessidade de medidas preventivas eficazes. A equipe de enfermagem desempenha papel crucial na prevenção das IRAS, sendo essencial a adoção de práticas como a higienização adequada das mãos, manutenção de procedimentos assépticos e uso correto de dispositivos invasivos. A revisão da literatura evidenciou que a implementação de programas nacionais e a atuação das Comissões de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) têm contribuído para a redução das IRAS. No entanto, desafios persistem, especialmente em países de média e baixa renda, onde as taxas de infecção ainda são elevadas. A capacitação contínua da equipe multiprofissional e a adesão rigorosa às medidas preventivas são fundamentais para minimizar os riscos e melhorar os desfechos clínicos dos pacientes. Este trabalho, de natureza descritiva, baseou-se em uma revisão de literatura de artigos publicados nos últimos cinco anos, com o objetivo de identificar as ações de enfermagem na prevenção de IRAS em UTIs. Conclui-se que a adoção de medidas preventivas padronizadas e a conscientização da equipe são essenciais para reduzir a incidência dessas infecções, contribuindo para a segurança do paciente e a eficiência dos sistemas de saúde.
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