NEFROLITÍASE: ABORDAGEM EPIDEMIOLÓGICA, ECONÔMICA E DESAFIOS DO MANEJO CONTEMPORÂNEO
DOI:
https://doi.org/10.61164/nmavr710Palabras clave:
Nefrolitíase; Epidemiologia; Prevalência; Impacto Econômico.Resumen
A nefrolitíase representa condição de elevada relevância clínica e epidemiológica, caracterizada pela formação de cálculos no sistema urinário, afetando 10-15% da população mundial com tendência ascendente nas últimas décadas. Este estudo teve como objetivo sintetizar evidências científicas sobre prevalência, perfil epidemiológico, impacto econômico e desafios do manejo contemporâneo da nefrolitíase através de revisão integrativa da literatura. Realizou-se busca sistemática nas bases PubMed/MEDLINE, SciELO, LILACS, Web of Science e Scopus, incluindo estudos publicados entre 2000 e 2025. Selecionaram-se estudos observacionais, revisões com dados quantitativos, diretrizes e análises econômicas mediante processo de triagem por dois revisores independentes. A síntese narrativa estruturou-se em três eixos temáticos: prevalência e tendências temporais, perfil epidemiológico e carga econômica. Os resultados evidenciaram prevalência global de 1-19,1%, com incremento superior a 150% nos Estados Unidos entre 1980-2016. A distribuição etária concentra-se entre 20-50 anos, com razão histórica homem:mulher de 2-3:1, embora em redução progressiva. Identificou-se forte associação com síndrome metabólica, obesidade, diabetes mellitus e hipertensão arterial. Os custos diretos nos Estados Unidos excedem US$ 5 bilhões anuais, enquanto no Brasil o sistema público despendeu aproximadamente R$ 62 milhões anuais. As taxas de recorrência alcançam 50% em 10 anos sem prevenção adequada. Conclui-se que a nefrolitíase constitui problema de saúde pública crescente, demandando políticas preventivas robustas, ampliação do acesso a tratamentos custo-efetivos e fortalecimento de estratégias de educação em saúde para modificação de fatores de risco modificáveis.
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