TRANSICIÓN ALIMENTARIA Y ESTADO NUTRICIONAL EN COMUNIDADES QUILOMBOLAS EN BRASIL: INFLUENCIAS CULTURALES, SOCIOECONÓMICAS Y DE ACCESO A LA ALIMENTACIÓN
DOI:
https://doi.org/10.61164/b7t44j65Palabras clave:
Comunidades quilombolas; Transição alimentar; Estado nutricional.Resumen
El presente trabajo analiza los impactos de la transición alimentaria en las comunidades quilombolas brasileñas y sus repercusiones en el estado nutricional, considerando factores culturales, socioeconómicos y de acceso a la alimentación. A través de una revisión narrativa de la literatura, realizada en las bases PubMed, SciELO, LILACS y Google Académico, se seleccionaron estudios publicados entre 2015 y 2025 que abordan la alimentación, la nutrición y la seguridad alimentaria en poblaciones quilombolas. Los resultados indican que la urbanización, el aumento del consumo de alimentos ultraprocesados y la pérdida de prácticas alimentarias tradicionales han provocado cambios significativos en los patrones alimentarios de estas comunidades. Tales transformaciones están asociadas al agravamiento de la inseguridad alimentaria, al aumento del déficit nutricional infantil y a una mayor prevalencia de enfermedades crónicas no transmisibles, como obesidad, hipertensión y diabetes. Paralelamente, se observa la desvalorización de los saberes ancestrales y el debilitamiento de la autonomía alimentaria. La literatura también evidencia la coexistencia de la desnutrición y el exceso de peso, configurando la doble carga de la malnutrición. Se concluye que políticas públicas intersectoriales, acciones de educación alimentaria y nutricional y la valorización de la cultura alimentaria quilombola son esenciales para promover la salud, la seguridad alimentaria y la soberanía nutricional en estas comunidades.
Palabras clave: Comunidades quilombolas; Transición alimentaria; Estado nutricional.
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