QUALIDADE DE VIDA DE TRABALHADORES MIGRANTES NO BRASIL
DOI:
https://doi.org/10.61164/ejd9a373Palabras clave:
Migração; Trabalhador imigrante; Saúde mental; Qualidade de vida; Direitos sociais.Resumen
O presente estudo analisa os impactos psicológicos, emocionais e sociais vivenciados por trabalhadores migrantes em território brasileiro no processo migratório e na inserção no mercado de trabalho. O movimento de migração ocorre por motivos econômicos, sociais, políticos ou ambientais e pode ser voluntário ou forçado, além de regular ou irregular. Este fenômeno social é influenciado por condições individuais e contextos globais, podendo ser compreendido não apenas como deslocamento geográfico, mas também como fenômeno psicossocial, acarretando rupturas significativas na identidade, nas relações afetivas e nas condições de bem-estar. A partir de uma abordagem qualitativa e de caráter narrativo, com base em levantamento bibliográfico, buscou-se compreender como fatores como aculturação, precarização laboral, xenofobia, perda de vínculos familiares, barreiras linguísticas e ausência de redes de apoio influenciam diretamente a saúde mental desses indivíduos. Observou-se que o processo migratório pode desencadear lutos simbólicos, estresse, ansiedade, sentimentos de desamparo e adoecimentos psíquicos associados à Síndrome de Ulisses, conforme discutido por Achotegui, o psiquiatra descreve a Síndrome como um estresse extremo vivido por migrantes em situações de vulnerabilidade. Em relação a efetividade e aplicação das políticas públicas, identificou-se que as redes de apoio e estratégias de resiliência podem atuar como elementos protetivos na promoção da qualidade de vida e na inclusão social do trabalhador imigrante. Conclui-se que, apesar dos avanços legislativos e institucionais, ainda há lacunas estruturais que dificultam a efetivação dos direitos humanos e laborais dessa população, evidenciando a necessidade de ações intersetoriais que reconheçam a complexidade da experiência migratória.
Descargas
Referencias
ACHOTEGUI, Joseba. Estrés límite y salud mental: el síndrome del inmigrante con estrés crónico y múltiple (Síndrome de Ulises). Gaceta Médica de Bilbao, v. 106, n. 4, p. 122-133, 2009.. Disponível em: https://www.gacetamedicabilbao.eus/index.php/gacetamedicabilbao/article/viewFile/278/284. Acesso em: 20 Set. 2025.
ARAÚJO, José Newton Garcia de. Qualidade de vida no trabalho: controle e escondimento do mal-estar do trabalhador. Trabalho, Educação e Saúde, v. 7, p. 573-585, 2009. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S1981-77462009000300011 Acesso em: 10 mai. 2025.
NUNES, Rosana Barbosa. Um panorama histórico da imigração portuguesa para o Brasil. ARQUIPÉLAGO-Revista da Universidade dos Açores, p. 173-196, 2003. Disponível em: http://hdl.handle.net/10400.3/387 . Acesso em: 20 Abr.2025.
BÍBLIA. Português. Êxodo. King James Atualizada. 2° edição autorizada. Tradução de Antônio Pereira de Figueiredo. Abba Press. Rio de Janeiro: . 1611. 2016
BRASIL. Decreto n. 3.048, de 6 de maio de 1999. PLANALTO , Brasília, DF, ano 1999 p. 1-218. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/d3048.htm. Acesso em: 10 mai. 2025
BRASIL. Lei n.º 6.367, de 19 de outubro de 1976. Dispõe sobre o seguro de acidentes do trabalho a cargo do INPS. Brasília, DF: Diário Oficial da União, 19 out. 1976.
BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Portaria nº 1.419, de 27 de agosto de 2024. Aprova a nova redação do capítulo “1.5 Gerenciamento de riscos ocupacionais” e altera o “Anexo I – Termos e definições” da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) - Disposições Gerais e Gerenciamento de Riscos Ocupacionais. Disponível em: Portal Gov.br. Acesso em: 20 set. 2025.
BORGES, Gabriel Ozanique. Imigração e refúgio na América Latina: desafios e dificuldades no contexto atual. Cuadernos de Educación y Desarrollo, v. 16, n. 11, p. e6260-e6260, 2024. Disponível em: https://ojs.cuadernoseducacion.com/ojs/index.php/ced/article/view/6260. Acesso em: 06 Out.2025.
MARTINS-BORGES, Lucienne. Migração involuntária como fator de risco à saúde mental. REMHU: Revista Interdisciplinar da Mobilidade Humana, v. 21, p. 151-162, 2013. Disponível em: https://www.scielo.br/j/remhu/a/5ybFYzvWhw9K6TXFHY9QVpD/?format=pdf&lang=pt#:~:text=Cultura%20e%20Sa%C3%BAde%20Mental&text=O%20migrante%20%C3%A9%20aquele%20sujeito,enfant%20et%20de%20l'adolescent. Acesso em: 28 Out.2025.
CAVALCANTI, OLIVEIRA, LEMOS SILVA, S.L. Dados consolidados da imigração no Brasil 2023. Disponível em: https://portaldeimigracao.mj.gov.br/images/Obmigra_2020/OBMIGRA_2024/Dados_Consolidados/dados_e_infografico_2024_v4.pdf. Acesso em: 16 Abr. 2025.
CAVALCANTI, L; OLIVEIRA, T.; SILVA, S. L. Relatório Anual OBMigra 2024. Série Migrações. Observatório das Migrações Internacionais; Ministério da Justiça e Segurança Pública/ Conselho Nacional de Imigração e Coordenação Geral de Imigração Laboral. Brasília, DF: OBMigra, 2024. Disponível em: Relatórios Anuais - Portal de Imigração. Acesso em: 09 Dez. 2025
FLEURY, S. & OUVERNEY,A . In: Políticas e sistema de saúde no Brasil 3, 1-42, 2008. Disponível em: https://scholar.google.com/scholar?hl=pt-BR&as_sdt=0%2C5&q=pol%C3%ADticas+sociais+para+imigrantes+por+fleury+&oq=#d=gs_qabs&t=1756064048180&u=%23p%3D3AujBL0UihwJ. Acesso em: 24 ago. 2025.
FRANKEN, Ieda; COUTINHO, Maria da Penha de Lima; RAMOS, Maria Natália Pereira. Representações sociais, saúde mental e imigração internacional. Psicologia: Ciência e Profissão, v. 32, p. 202-219, 2012. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S1414-98932012000100015. Acesso em: 07 Out. 2025.
GATTI, José. (Re) Descobrimento do Brasil. Revista Famecos, v. 4, n. 7, p. 134-141, 1997. Disponível em: https://revistaseletronicas.pucrs.br/revistafamecos/article/view/2993 . Acesso em: 15 Abr. 2025.
KNOBLOCH, Felicia. Impasses no atendimento e assistência do migrante e refugiados na saúde e saúde mental. Psicologia Usp, v. 26, p. 169-174, 2015. Disponível em: https://doi.org/10.1590/0103-6564D20140015. Acesso em: 15 Abr. 2025.
LHUILIER D.. (2013). Trabalho. Psicologia & Sociedade, 25(3), 483–492. https://doi.org/10.1590/S0102-71822013000300002. Acesso em: 08 Dez.2025
LUNA, Francisco Vidal; KLEIN, Herbert S. Escravismo no Brasil. São Paulo: EDUSP/Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2010. 400 Disponível em: https://www.scielo.br/j/afro/a/tShPH8xByVPnFjJxRTzWq7c/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 08 Dez. 2025
OLIVEIRA, D & CAIXETA, A. Trabalho Análogo ao de Escravo dos Imigrantes Meios De Prevenção Frente Ao Ordenamento Jurídico Brasileiro. Disponível em: https://www.atenas.edu.br/uniatenas/assets/files/magazines/TRABALHO_ANALOGO_AO_DE_ESCRAVO_DOS_IMIGRANTES_E_OS_MEIOS_DE_PREVENCAO_FRENTE_AO_ORDENAMENTO_JURIDICO_BRASILEIRO.pdf. Ano. 2019. Acesso em: 09 Dez. 2025
PAULI, Eridiana; FIDELES, Érika Rejane RS; DA SILVA ARANDA, Pãmella. Migração e trabalho escravo na contemporaneidade. Revista Latino-Americana de Estudos Científicos, p. e36794-e36794, 2022.Disponível em: https://periodicos.ufes.br/ipa/index. Acesso em: 24 Abr.2025.
PEREIRA, Érico Felden; TEIXEIRA, Clarissa Stefani; SANTOS, Anderlei dos. Qualidade de vida: abordagens, conceitos e avaliação. Revista brasileira de educação física e esporte, v. 26, p. 241-250, 2012.. https://doi.org/10.1590/S1807-55092012000200007. Acesso em: 10 mai.2025
RAMOS, Natália. Migração, aculturação, stresse e saúde. Perspectivas de investigação e de intervenção. Psychologica, 2006. Disponível em: https://psycnet.apa.org/record/2006-12196-018 Acesso em: 28 Ago.2025.
REISDOEFER, Deise Nivia; LIMA, Valderez Marina do Rosário. A pesquisa narrativa como possibilidade metodológica no âmbito da formação docente. Revista Diálogo Educacional, v. 21, n. 69, p. 795-820, 2021. Disponível em: https://doi.org/10.7213/1981-416x.21.069.ao01. Acesso em: 23 mai 2025.
RELATÓRIO DA CONFERÊNCIA INTERNACIONAL SOBRE POPULAÇÃO E DESENVOLVIMENTO- PLATAFORMA DE CAIRO(1994).p.1/115. Disponível em: https://brazil.unfpa.org/pt-br/publications/relat%C3%B3rio-da-confer%C3%AAncia-internacional-sobre-popula%C3%A7%C3%A3o-e-desenvolvimento-confer%C3%AAncia-do. Acesso em: 04 Ago. 2025.
RISCO. In: DICIO, Dicionário Online de Português( Bem-estar ou bem estar) Porto: 7Graus, 2009 á 2025. Disponível em: https://www.dicio.com.br/bem-estar-ou-bem-estar/ . Acesso em: 25 abr. 2025.
SALACHE, Loide Andréa et al. APONTAMENTOS PARA UM ESTUDO SOBRE A GÊNESE DA PESQUISA EM MIGRAÇÕES CONTEMPORÂNEAS E FEMINIZAÇÃO. Encontro Internacional de Gestão, Desenvolvimento e Inovação (EIGEDIN), v. 5, n. 1, 2021. Disponível em: https://periodicos.ufms.br/index.php/EIGEDIN/article/view/13865/9717 . Acesso em: 05 Out.2025.
SANTIN, Valter Foleto. Migração e Discriminação de trabalhador. Argumenta Journal Law, p. 131-140, 2007. DOI: 10.35356/argumenta.v7i7.76. Disponível em: https://periodicos.uenp.edu.br/index.php/argumenta/article/view/739 Acesso em: 25 abr. 2025.
SILVA, Luiza Lopes da. Políticas de apoio aos imigrantes retornados: iniciativas da área consular do Ministério das Relações Exteriores do Brasil. REMHU: Revista Interdisciplinar da Mobilidade Humana, v. 21, p. 295-304, 2013. Disponível em: https://www.scielo.br/j/remhu/a/YjpWSBcsDF8bscrzs8s8rBz/?lang=pt. Acesso em: 28 Ago.2025.
SPINILLO, A. G.& ALMEIDA, D.D. Compreendo textos narrativos e argumentativos: há diferenças?. Arq. bras. psicol. 2014, vol.66, n.3 [citado 2025-06-09], pp.115-132. Disponível em: <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1809-52672014000300010&lng=pt&nrm=iso>. ISSN 1809-5267. Acesso em: 29 Ago. 2025.
TRUZZI, Oswaldo. Redes em processos migratórios. Tempo social, v. 20, p. 199-218, 2008. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0103-20702008000100010. Acesso em: 06 Out. 2025.
World Health Organization. Mental health: strengthening our response. Fact sheet 220; 2014 [cited 2014 Mar 25]. Disponível em: : <http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs220/en/. Acesso em: 07 Dez. 2025.
Descargas
Publicado
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2026 Rosângela Santos da Silva, Talita Ferreira Caixeta

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
- Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista;
- Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista, desde que adpatado ao template do repositório em questão;
- Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre).
- Os autores são responsáveis por inserir corretamente seus dados, incluindo nome, palavras-chave, resumos e demais informações, definindo assim a forma como desejam ser citados. Dessa forma, o corpo editorial da revista não se responsabiliza por eventuais erros ou inconsistências nesses registros.
POLÍTICA DE PRIVACIDADE
Os nomes e endereços informados nesta revista serão usados exclusivamente para os serviços prestados por esta publicação, não sendo disponibilizados para outras finalidades ou a terceiros.
Obs: todo o conteúdo do trabalho é de responsabilidade do autor e orientador.
