EFEITOS DA FISIOTERAPIA NOS DESFECHOS RESPIRATÓRIOS E CLÍNICOS DE PREMATUROS COM SÍNDROME DO DESCONFORTO RESPIRATÓRIO EM UTIN
DOI:
https://doi.org/10.61164/twcaf345Palabras clave:
Síndrome do desconforto respiratório; Neonato; Prematuro; Fisioterapia.Resumen
A prematuridade representa um importante problema de saúde pública, associada a elevadas taxas de morbimortalidade neonatal. Entre suas principais complicações destaca-se a Síndrome do Desconforto Respiratório (SDR), decorrente da imaturidade pulmonar e da deficiência de surfactante, que frequentemente exige suporte ventilatório. Nesse contexto, a fisioterapia respiratória neonatal tem sido utilizada como parte do cuidado em unidades de terapia intensiva neonatal (UTINs), com o objetivo de otimizar a ventilação, remover secreções e reduzir o esforço respiratório. O presente estudo teve como objetivo verificar, na literatura científica, os efeitos das intervenções fisioterapêuticas sobre os desfechos respiratórios e clínicos em recém-nascidos prematuros com SDR internados em UTINs. Trata-se de uma revisão integrativa de natureza qualitativa e caráter descritivo, realizada entre setembro e outubro de 2025 nas bases LILACS, Medline (via BVS) e SciELO. Foram incluídos estudos publicados entre 2018 e 2025, em português ou inglês, que abordassem intervenções fisioterapêuticas aplicadas a prematuros com SDR. Após triagem e análise, nove estudos atenderam aos critérios de elegibilidade. Os resultados indicam que técnicas como o aumento do fluxo expiratório, compressões torácicas, posicionamento e medidas de proteção durante a ventilação promovem melhora imediata de parâmetros fisiológicos, incluindo saturação periférica de oxigênio, complacência pulmonar e frequência respiratória. Contudo, as evidências ainda são limitadas quanto ao impacto em desfechos clínicos mais amplos, como redução do tempo de ventilação mecânica, mortalidade e incidência de displasia broncopulmonar. As divergências metodológicas entre os estudos, o pequeno tamanho amostral e a falta de padronização das técnicas dificultam a generalização dos resultados. Conclui-se que a fisioterapia respiratória pode oferecer benefícios fisiológicos agudos, porém a consolidação de recomendações clínicas robustas exige novos ensaios clínicos randomizados, multicêntricos e metodologicamente consistentes, que avaliem tanto os efeitos imediatos quanto os desfechos clínicos de longo prazo em prematuros com SDR.
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