RESULTADOS CLÍNICOS ASSOCIADOS À MOBILIZAÇÃO EM PACIENTES COM SEPSE INTERNADOS EM UNIDADES CRÍTICAS
DOI:
https://doi.org/10.61164/nhj0d709Palabras clave:
Sepse; Mobilização precoce; Unidade de Terapia Intensiva; Fisioterapia intensiva; Desfechos clínicos.Resumen
A sepse permanece como uma das principais causas de morbimortalidade em unidades de terapia intensiva (UTI), estando frequentemente associada a longos períodos de imobilidade, declínio funcional e comprometimento da qualidade de vida dos pacientes. Nesse contexto, a mobilização precoce tem sido reconhecida como uma estratégia terapêutica relevante no cuidado ao paciente crítico, com potencial impacto sobre desfechos clínicos e funcionais. O presente estudo teve como objetivo analisar, por meio de uma revisão da literatura, os principais resultados clínicos associados à mobilização em pacientes com sepse internados em unidades de terapia intensiva. Trata-se de uma revisão da literatura com abordagem qualitativa, realizada a partir de buscas nas bases de dados PubMed/MEDLINE, LILACS, SciELO e Google Acadêmico. Foram utilizados descritores relacionados à sepse, mobilização precoce, fisioterapia intensiva e desfechos clínicos, considerando publicações entre 2013 e 2025. Inicialmente, identificaram-se 64 estudos potencialmente relevantes; após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão e a análise dos textos completos, oito artigos foram selecionados para compor a revisão. Os estudos analisados evidenciaram que a mobilização precoce em pacientes com sepse está associada à redução do tempo de ventilação mecânica, menor permanência na UTI, melhora da capacidade funcional e potencial impacto positivo sobre a organização do ritmo circadiano, sem aumento significativo de eventos adversos quando realizada de forma protocolada. Entretanto, a literatura também aponta que a implementação dessa prática ainda é limitada, em função de barreiras estruturais, organizacionais e relacionadas à capacitação das equipes multiprofissionais. Conclui-se que a mobilização precoce representa uma intervenção segura e eficaz no cuidado ao paciente séptico em unidades críticas, sendo fundamental o fortalecimento de estratégias institucionais que favoreçam sua incorporação sistemática na prática assistencial.
Descargas
Referencias
DALOIA, Lígia Maria Tezo; PINTO, Ana Carolina Pereira Nunes; SILVA, Élida Pereira da. Barreiras e facilitadores da mobilização precoce na unidade de terapia intensiva pediátrica: revisão sistemática. Fisioterapia e Pesquisa, v. 28, n. 3, p. 299–307, 2021. DOI: https://doi.org/10.1590/1809-2950/20026728032021
DAVOUDI, Anis et al. Activity and circadian rhythm of sepsis patients in the intensive care unit. In: IEEE EMBS International Conference on Biomedical & Health Informatics (BHI), 2018, New York. Anais. New York: IEEE, 2018. p. 17–20. DOI: https://doi.org/10.1109/BHI.2018.8333359
DE CARVALHO, Jainne Suellen Oliveira; DAMASCENO, Geovane Alberto Costa; DA SILVA, Eric. Mobilização precoce na unidade de terapia intensiva: revisão sistemática. Research, Society and Development, v. 11, n. 7, p. e57711730467, 2022. DOI: https://doi.org/10.33448/rsd-v11i7.30467
DE MELO, Catharina Isis Santos; DOS SANTOS, Elenildo Aquino. Impacto da fisioterapia na qualidade de vida de pacientes críticos em Unidades de Terapia Intensiva (UTI). Research, Society and Development, v. 14, n. 10, p. e37141049625, 2025. DOI: https://doi.org/10.33448/rsd-v14i10.49625
DE PAULA CORDEIRO, Fernanda; DA COSTA TORRES, Daniel. O efeito da mobilização precoce em pacientes com sepse em uma série de casos. Revista CPAQV – Centro de Pesquisas Avançadas em Qualidade de Vida, v. 12, n. 2, p. 2, 2020.
FERREIRA, Lucas Lima et al. Mobilização precoce em desfechos clínicos, funcionais e eventos adversos em pacientes neurocríticos: um protocolo de revisão sistemática com metanálise. Brazilian Journal of Respiratory, Cardiovascular and Critical Care Physiotherapy, v. 15, p. 0–0, 2025. DOI: https://doi.org/10.47066/2966-4837.2024.0012pt
FONTELA, Paula Caitano et al. Early mobilization practices of mechanically ventilated patients: a 1-day point-prevalence study in southern Brazil. Clinics, São Paulo, v. 73, p. e241, 2018. DOI: https://doi.org/10.6061/clinics/2018/e241
LUQUE, Alexandre; GIMENES, Ana Cristina. Reabilitação precoce em terapia intensiva. Pneumologia Paulista, v. 27, p. 44–48, 2013.
MATOS, Carla Alessandra de et al. Existe diferença na mobilização precoce entre os pacientes clínicos e cirúrgicos ventilados mecanicamente em UTI? Fisioterapia e Pesquisa, São Paulo, v. 23, n. 2, p. 124–128, 2016. DOI: https://doi.org/10.1590/1809-2950/13965623022016
PIRES-NETO, Ruy Camargo et al. Early mobilization practice in a single Brazilian intensive care unit. Journal of Critical Care, v. 30, n. 5, p. 896–900, 2015. DOI: https://doi.org/10.1016/j.jcrc.2015.05.004
REIS, Geovane Rossone et al. A importância da mobilização precoce na redução de custos e na melhoria da qualidade das Unidades de Terapia Intensiva. Revista de Atenção à Saúde, v. 16, n. 56, p. 94–100, 2018.
RUIZ, Guillermo Ortiz; CASTELL, Carmelo Dueñas. Epidemiologia das infecções graves nas unidades de terapia intensiva latino-americanas. Revista Brasileira de Terapia Intensiva, v. 28, n. 3, p. 261–263, 2016. DOI: https://doi.org/10.5935/0103-507X.20160051
SALES JÚNIOR, João Andrade L. et al. Sepse Brasil: estudo epidemiológico da sepse em unidades de terapia intensiva brasileiras. Revista Brasileira de Terapia Intensiva, v. 18, p. 9–17, 2006. DOI: https://doi.org/10.1590/S0103-507X2006000100003
SOUZA, Ranná Barros et al. Efeitos da mobilização precoce em pacientes adultos internados em unidade de terapia intensiva: revisão sistemática. Brazilian Journal of Development, v. 7, n. 3, p. 30427–30441, 2021. DOI: https://doi.org/10.34117/bjdv7n3-660
ZHANG, Chuanlin et al. Effects of the high‐intensity early mobilization on long‐term functional status of patients with mechanical ventilation in the intensive care unit. Critical Care Research and Practice, v. 2024, n. 1, p. 4118896, 2024. DOI: https://doi.org/10.1155/2024/4118896
Descargas
Publicado
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2026 Ayara Almeida Souza Cabral, Carlos Augusto Silva Souza Júnior Brabo, Grace Kelly Cardoso Cancela, Ana Paula Lima Fernandes, Antônio Neudimar Bastos Costa, Letícia do Nascimento Silva, Judit Callañaupa Yepez

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.
Authors who publish in this journal agree to the following terms:
Authors retain copyright and grant the journal the right of first publication, with the work simultaneously licensed under the Creative Commons Attribution License, which permits the sharing of the work with proper acknowledgment of authorship and initial publication in this journal;
Authors are authorized to enter into separate, additional agreements for the non-exclusive distribution of the version of the work published in this journal (e.g., posting in an institutional repository or publishing it as a book chapter), provided that authorship and initial publication in this journal are properly acknowledged, and that the work is adapted to the template of the respective repository;
Authors are permitted and encouraged to post and distribute their work online (e.g., in institutional repositories or on their personal websites) at any point before or during the editorial process, as this may lead to productive exchanges and increase the impact and citation of the published work (see The Effect of Open Access);
Authors are responsible for correctly providing their personal information, including name, keywords, abstracts, and other relevant data, thereby defining how they wish to be cited. The journal’s editorial board is not responsible for any errors or inconsistencies in these records.
PRIVACY POLICY
The names and email addresses provided to this journal will be used exclusively for the purposes of this publication and will not be made available for any other purpose or to third parties.
Note: All content of the work is the sole responsibility of the author and the advisor.
