RACISMO ESTRUCTURAL EN LOS ESCRITOS DE ALLAN KARDEC: ANÁLISIS HISTÓRICO-DISCURSIVO DEL TEXTO 'PERFECTIBILIDAD DE LA RAZA NEGRA' (1862)
DOI:
https://doi.org/10.61164/557kns97Palabras clave:
Allan Kardec; Espiritismo; Racismo Estructural; Análisis Crítico del Discurso; Racismo Científico.Resumen
Este artículo analiza la presencia de racismo estructural en los escritos de Allan Kardec, codificador del Espiritismo, con foco específico en el texto "Perfectibilidad de la raza negra", publicado en la Revista Espírita en abril de 1862. A través de análisis histórico-discursivo fundamentado en el Análisis Crítico del Discurso de Norman Fairclough, Teun van Dijk y Eni Puccinelli Orlandi, articulado con el concepto de racismo estructural de Silvio Almeida, investigamos cómo Kardec reprodujo y legitimó teorías pseudocientíficas características del siglo XIX, jerarquizando razas y naturalizando la supuesta inferioridad de la población negra. La investigación contextualiza el pensamiento kardeciano en el panorama del racismo científico decimonónico, identificando convergencias entre discurso espiritista e ideologías raciales hegemónicas (darwinismo social, poligenismo, frenología, antropología física). El análisis lingüístico evidencia tres campos semánticos sistemáticos: inferioridad, infantilización y animalización. La modalización de certeza absoluta naturaliza jerarquías como hechos incuestionables, mientras el determinismo biológico equipara cuerpos africanos a "instrumentos imperfectos". Kardec articula ese determinismo con la doctrina espiritista de la reencarnación, proponiendo evolucionismo racial donde espíritus menos evolucionados encarnarían en razas inferiores. Silencios estratégicos ocultan violencias coloniales y civilizaciones africanas complejas. Concluimos que los escritos de Kardec no constituyen anomalía individual, sino que manifiestan racismo estructural de la sociedad francesa del siglo XIX, perpetuando jerarquizaciones que demandan reconocimiento crítico y superación en el movimiento espiritista contemporáneo para desarrollo de prácticas verdaderamente antirracistas.
Descargas
Referencias
ALMEIDA, Silvio Luiz de. Racismo estrutural. São Paulo: Sueli Carneiro; Pólen, 2019. (Coleção Feminismos Plurais).
AUBRÉE, Marion; LAPLANTINE, François. La Table, le Livre et les Esprits: naissance, évolution et actualité du mouvement social spirite entre France et Brésil. Paris: Jean-Claude Lattès, 1990.
BURKE, Peter. A Escola dos Annales (1929-1989): a Revolução Francesa da historiografia. Tradução de Nilo Odalia. 2. ed. São Paulo: Editora Unesp, 2010.
DAMAZIO, Sylvia F. Da elite ao povo: advento e expansão do espiritismo no Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1994.
FAIRCLOUGH, Norman. Discurso e mudança social. Tradução de Izabel Magalhães. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 2001.
GIUMBELLI, Emerson. O cuidado dos mortos: uma história da condenação e legitimação do espiritismo. Rio de Janeiro: Arquivo Nacional, 1997.
GOULD, Stephen Jay. A falsa medida do homem. Tradução de Valter Lellis Siqueira. 2. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1999.
HORIZONTE - Revista de Estudos de Teologia e Ciências da Religião. Dossiê: Allan Kardec: vida, ideias, obras e influências. v. 22, n. 67, 2024. Disponível em: https://periodicos.pucminas.br/horizonte/article/view/32350. Acesso em: 9 jan. 2026. DOI: https://doi.org/10.5752/P.2175-5841.2024v22n67e226702
KARDEC, Allan. Perfectibilidade da raça negra. Revista Espírita: Jornal de Estudos Psicológicos, ano V, n. 4, p. 141-145, abr. 1862. Disponível em: https://www.febnet.org.br/. Acesso em: 9 jan. 2026.
_______________. O livro dos espíritos: princípios da doutrina espírita. Tradução de Guillon Ribeiro. 93. ed. Brasília: FEB, 2013.
MENDONÇA JUNIOR, Adolfo de. Allan Kardec, a ciência e o racismo. Jornal de Estudos Espíritas, v. 3, out. 2015. DOI: 10.22568/jee.v3.artn.010207. Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/311246773. Acesso em: 9 jan. 2026. DOI: https://doi.org/10.22568/jee.v3.artn.010207
MENEZES, Edmilson. Kant e a ideia de educação das Luzes. Educação e Filosofia, Uberlândia, v. 25, n. 50, p. 717-734, jul./dez. 2011. Disponível em: http://www.seer.ufu.br/index.php/EducacaoFilosofia/article/view/13347. Acesso em: 9 jan. 2026.
ORLANDI, Eni Puccinelli. Análise de Discurso: princípios e procedimentos. 12. ed. Campinas: Pontes, 2015.
MASTROLEO, Ricardo C. AKSEC - Allan Kardec Spiritist Educational Center. Allan Kardec's Views on Race Revisited. [S.l.: s.n., s.d.]. Disponível em: http://www.aksec.org/Articles/Allan_Kardec%27s_Views_on_Race_Revisited.pdf. Acesso em: 9 jan. 2026.
SCHWARCZ, Lilia Moritz. O espetáculo das raças: cientistas, instituições e questão racial no Brasil (1870-1930). São Paulo: Companhia das Letras, 1993.
SKIDMORE, Thomas E. Preto no branco: raça e nacionalidade no pensamento brasileiro (1870-1930). Tradução de Donaldson M. Garschagen. São Paulo: Companhia das Letras, 2012.
STEPAN, Nancy Leys. The hour of eugenics: race, gender, and nation in Latin America. Ithaca: Cornell University Press, 1991.
STOLL, Sandra Jacqueline. Espiritismo à brasileira. São Paulo: Edusp; Curitiba: Orion, 2003.
VAN DIJK, Teun A. Discurso e poder. Tradução de Judith Hoffnagel et al. São Paulo: Contexto, 2008.
VOLPI, Heloísa et al. A Evolução do Espírito: O "Evolucionismo" de Allan Kardec. SciELO Preprints, 2024. DOI: 10.1590/SciELOPreprints.8049. Disponível em: https://preprints.scielo.org/index.php/scielo/preprint/view/8049. Acesso em: 9 jan. 2026.
Descargas
Publicado
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2026 Thiago Cedrez da Silva, Fernando Ben Oliveira da Silva, Elvis Silveira Simões , Lana Claudia de Souza Fonseca

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
- Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista;
- Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista, desde que adpatado ao template do repositório em questão;
- Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre).
- Os autores são responsáveis por inserir corretamente seus dados, incluindo nome, palavras-chave, resumos e demais informações, definindo assim a forma como desejam ser citados. Dessa forma, o corpo editorial da revista não se responsabiliza por eventuais erros ou inconsistências nesses registros.
POLÍTICA DE PRIVACIDADE
Os nomes e endereços informados nesta revista serão usados exclusivamente para os serviços prestados por esta publicação, não sendo disponibilizados para outras finalidades ou a terceiros.
Obs: todo o conteúdo do trabalho é de responsabilidade do autor e orientador.

