GESTÃO DA EDUCAÇÃO PERMANENTE EM SAÚDE COMO ESTRATÉGIA DE QUALIFICAÇÃO DO PROCESSO DE TRABALHO NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA
DOI:
https://doi.org/10.61164/a3hsh190Palabras clave:
Educação Permanente em Saúde, Estratégia Saúde da Família, Gestão em Saúde, Processo de Trabalho, Atenção Primária à SaúdeResumen
O presente estudo analisa a gestão da Educação Permanente em Saúde (EPS) como estratégia fundamental para a qualificação do processo de trabalho na Estratégia Saúde da Família (ESF) no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). O objetivo é investigar como o fortalecimento das políticas de EPS contribui para a resolutividade e humanização da Atenção Primária à Saúde (APS). Metodologicamente, realizou-se uma revisão integrativa da literatura nas bases PubMed, SciELO e Web of Science, com recorte temporal entre 2020 e 2026. Os resultados indicam que, embora a EPS seja reconhecida como eixo transformador, sua implementação enfrenta desafios como a confusão conceitual com a educação continuada, a sobrecarga assistencial e a rotatividade profissional. Conclui-se que a gestão participativa e a utilização de metodologias ativas são essenciais para romper com modelos tradicionais de capacitação, permitindo que a reflexão sobre o cotidiano de trabalho resulte em práticas assistenciais mais críticas, colaborativas e alinhadas aos princípios de equidade do SUS.
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