A FORMAÇÃO DOCENTE NA EDUCAÇÃO INFANTIL INSPIRADA NA CULTURA POPULAR

Autores/as

  • Tatiana da Silva Bidinotto Secretaria de Educação São José dos Pinhais, Paraná.
  • Maurício Fagundes Universidade do Vale do Rio dos Sinos

DOI:

https://doi.org/10.66104/mnwfpf63

Palabras clave:

Cultura Popular. Educação Infantil. Pesquisa Participante. Formação de professores. Prática docente.

Resumen

Este artigo aborda a importância da cultura popular nas práticas educativas de professores da Educação Infantil, com ênfase em como essa abordagem enriquece a educação e promove uma aprendizagem mais significativa. Através da cultura popular, que reflete as maneiras como diferentes grupos sociais, incluindo crianças, mulheres e homens, interpretam e representam o mundo, os professores conseguem conectar melhor o conteúdo pedagógico com a realidade vivida pelas crianças. Isso é particularmente importante na Educação Infantil, onde a aprendizagem deve ser envolvente e relevante para o cotidiano das crianças. A pesquisa, realizada com professores de uma rede pública do Paraná, Brasil, adotou a metodologia participante, onde os próprios professores contribuíram com suas experiências e narrativas em um grupo de estudos. Através desse processo, percebeu-se que a incorporação da cultura popular nas práticas pedagógicas não só enriquece o currículo, mas também promove uma maior conexão entre a escola e a comunidade. Além disso, contribui para o desenvolvimento de uma educação que valoriza as diferentes formas de saber e viver, promovendo uma prática docente mais inclusiva e significativa para todos os envolvidos. A utilização da cultura popular nas práticas educativas transforma o currículo prescrito, que muitas vezes pode parecer distante da realidade dos alunos, em algo mais contextualizado e dinâmico. Isso permite que tanto professores quanto alunos encontrem novos sentidos na sua experiência escolar, estreitando os laços entre a escola, a cultura e a realidade social.

 

Descargas

Los datos de descarga aún no están disponibles.

Referencias

ALONSO, A. M. 2015. Lendo o mundo: aproximações entre a Educação Infantil e a Educação Popular. 115f. Dissertação (Mestrado em Educação) — Centro Universitário Salesiano de São Paulo, Americana.

AVIZ, F. R. S. de. 2016. O olhar da criança do campo sobre a cultura local: um estudo em uma escola de Tracuateua – PA. 163 f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Centro de Ciências Sociais e Educação, Universidade Estadual do Pará, Belém.

BRANDÃO, C. R. (2017). A educação como cultura. Memórias dos anos sessenta. Horizontes Antropológicos, Porto Alegre, a. 23, n. 49, p. 377-407, set./dez. DOI: https://doi.org/10.1590/s0104-71832017000300014

BRANDÃO, C. R. (2003). A pergunta a várias mãos: a experiência da pesquisa no trabalho do educador. São Paulo: Cortez.

BRANDÃO, C. R. (1999). Repensando a pesquisa participante. 3. ed. São Paulo: Brasiliense.

BRASIL. [Constituição (1988)]. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF: Senado Federal, 2016. 496 p. Disponível em: https://www2senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/518231/CF88_Livro_EC91_2016.pdf.

BRASIL. (2019). Ministério da Educação. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil. Brasília, DF: MEC, 2013. Disponível em: s=3749resolucaodcneidez2009&category. Acesso em: 10 jun.

BRASIL. (2019). Base Nacional Comum Curricular. Brasília: 2017. Disponível em:<http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCCEIEF110518versaofinalsite.pdf>. Acesso em: 09 jul.

COLLA, R. A. (2020). Formação na micropolítica escolar: por uma educação para além do conteúdo formal. EDUR: Educação em Revista. Belo Horizonte. Disponível em: https://www.scielo. br/j/edur/a/fM9Y44gn4NrL8sBvb6xKxMB/?lang=pt. DOI: https://doi.org/10.1590/0102-4698218268

CORSARO, W. A. (2002). A reprodução interpretativa no brincar ao “faz-de-contas” das crianças. Educação, Sociedade e Culturas, Porto, n. 17, p. 113-134. DOI: https://doi.org/10.24840/esc.vi17.1521

CORSARO, W. A. (2005). Entrada no campo, aceitação e natureza da participação nos estudos etnográficos com crianças pequenas. Educ. Soc., Campinas, v. 26, n. 91, p. 443-464, mai./ago. DOI: https://doi.org/10.1590/S0101-73302005000200008

D’OLNE CAMPOS, (1991). M. A arte de sulear-se. In: SCHEINER, T. C. (Coord.). Interação Museu-Comunidade pela Educação Ambiental: manual de apoio a curso de extensão universitária. Rio de Janeiro: TACNET Cultural UNI-RIO. p. 59-61; 79-84.

DUTRA, A. V. F. (2021). O boi de Janeiro na folia de Reis de dos Coquis: relações (im)possíveis com as práticas escolares. Dissertação (mestrado) – Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, Programa de Pós-Graduação em Educação – PPGED, Vitória da Conquista. Inclui referência F. 142 – 150.

FAGUNDES, M. C. V; BRANDÃO, C. R. 2016. Cultura popular e educação popular: expressões da proposta freiriana para um sistema de educação. Educar em Revista, Curitiba, n. 61, p. 89-106, jul./set.. DOI: https://doi.org/10.1590/0104-4060.47204

FALS BORDA, O. (1981). Aspectos teóricos da pesquisa participante: considerações sobre o significado e o papel da ciência na participação popular. In: BRANDÃO, C. R. Pesquisa participante. São Paulo: Brasiliense. p. 42 – 61.

FÁVERO, O. (1981). Cultura popular educação popular: memória dos anos 60. Rio de Janeiro: Edições Gerais.

FREIRE, P. 1981. Criando métodos de pesquisa alternativa: aprendendo a fazê-la melhor através da ação. In: BRANDÃO, C. R. Pesquisa participante. São Paulo: Brasiliense. p. 34-41.

FREIRE, P. 2015. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 52. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra.

FREIRE, P. (2016). Pedagogia do oprimido. 60. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra.

FREIRE, P.; NOGUEIRA, A. (2014). Que fazer: teoria e prática em educação popular. 13 ed. Petrópolis: Vozes.

FREIRE, Paulo.(2003). Educação como Prática da Liberdade. Rio de Janeiro: Paz e Terra.

FREIRE, Paulo. (2001). Educação e atualidade brasileira. São Paulo: Editora Cortez.

OLIVEIRA, F. M. C. de M. 2017. Educação e cultura na escola da comunidade quilombola de São Benedito do Vizeu. 136 f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Centro de Ciências Sociais e Educação, Universidade Estadual do Pará, Belém.

PACHECO, F. L. 2016. Educação e cultura popular: um caminho para a emancipação? Caderno do tempo presente, Salvador, n. 23, p. 89-100, mar./abr. DOI: https://doi.org/10.33662/ctp.v0i23.5577

PEREIRA, R. da C. 2016. Saberes culturais e prática docente no contexto da escola ribeirinha. 186 f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Centro de Ciências Sociais e Educação, Universidade Estadual do Pará, Belém.

PROCÓPIO, M. G. C. 2015. A festa do jacaré na aldeia indígena Assurini Trocará: espaço educativo e de manifestação de saberes. 140 f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Centro de Ciências Sociais e Educação, Universidade Estadual do Pará, Belém.

LIBIDIBIA FERREA: UMA REVISÃO ABRANGENTE E POTENCIAIS APLICAÇÕES DE DIFERENTES EXTRATOS DE JUCÁ. (2026). Revista Multidisciplinar Do Nordeste Mineiro, 1(03), 1-38. https://doi.org/10.61164/xq4dqy35 DOI: https://doi.org/10.61164/xq4dqy35

A PROPOSAL FOR TEACHING METRIC RELATIONS IN RIGHT TRIANGLES. (2026). Revista Multidisciplinar Do Nordeste Mineiro, 2(01), 1-17. https://doi.org/10.61164/trsscq72 DOI: https://doi.org/10.61164/trsscq72

O AMBIENTE E OS INSTRUMENTOS DE MEDIDAS PARA AVALIAR O DESENVOLVIMENTO MOTOR DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES: UM ESTUDO DE REVISÃO. (2026). Revista Multidisciplinar Do Nordeste Mineiro, 2(01), 1-12. https://doi.org/10.61164/cbk44936 DOI: https://doi.org/10.61164/cbk44936

SARMENTO, M. J. (2013). A sociologia da infância e a sociedade contemporânea: desafios conceituais e praxeológicos. In: GARANHANI, M.C; ENS, R.T. Sociologia da infância e a formação dos professores. Curitiba: Champagnat. p. 13-46.

Publicado

2026-02-19

Cómo citar

A FORMAÇÃO DOCENTE NA EDUCAÇÃO INFANTIL INSPIRADA NA CULTURA POPULAR. (2026). REMUNOM, 2(02), 1-22. https://doi.org/10.66104/mnwfpf63