ADESÃO AO TRATAMENTO MEDICAMENTOSO EM PACIENTES COM TRANSTORNO MENTAL: UMA ANÁLISE TRANSVERSAL EM UM AMBULATÓRIO PSIQUIÁTRICO UNIVERSITÁRIO

Autores/as

  • Felipe Santana Rodrigues Caps infanto juvenil Dr. Alexandre Nogueira
  • Marilene Magalhães de Brito UNIFACID
  • Thiago dos Santos Araujo Universidade Federal do Piauí - UFPI
  • Francivan Feitosa da Rocha Universidade Federal do Piauí - UFPI
  • André Felipe Alves Brito Universidade Federal do Piauí - UFPI
  • Manoel Pereira de Araujo Filho Universidade Federal do Piauí - UFPI
  • Gustavo Louçana da Costa Araújo Alves Universidade Federal do Piauí - UFPI
  • Leonel Veloso Saraiva Hospital Universitário - HU UFPI

DOI:

https://doi.org/10.66104/jappr293

Palabras clave:

Adesão à medicação; , Uso de medicamentos; , Assistência em saúde., Saúde mental;

Resumen

 

A terapêutica empregada na assistência ao portador de transtorno mental inclui diversas intervenções multidisciplinares, dentre as quais, cabe destacar a terapia medicamentosa, tendo comprovada efetividade quando bem orientada e indicada. No entanto, um dos problemas frequentes encontrados na prática clínica é a irregularidade no uso das medicações ou até o abandono destas. Com isso, a ocorrência da não adesão ao plano terapêutico está associada à piora do prognóstico e comprometimento funcional da qualidade de vida dos portadores de transtorno mental. Dessa forma, objetivou-se avaliar a adesão ao tratamento medicamentoso em pacientes com transtorno mental atendidos no ambulatório de Psiquiatria do Hospital Universitário da Universidade Federal do Piauí (HU-UFPI). Trata-se de um estudo transversal, observacional e descritivo que utilizou dados de 109 indivíduos, de ambos os sexos, atendidos no HU-UFPI, da cidade de Teresina/PI. Foram coletados dados demográficos, socioeconômicos, clínicos e farmacoterapêuticos, bem como foi aplicado um questionário adaptado para avaliar a adesão ao tratamento medicamentoso. Dos 109 indivíduos entrevistados, 68,8% eram do sexo feminino e 31,2% do sexo masculino, com média de idade de 45,6 anos. A maioria era da cor parda (71,6%), com ensino médio completo (43,1%), renda de até 1 salário-mínimo (44,0%). Com relação à adesão ao tratamento medicamentoso, dentre os não aderentes, 95,0% apresentaram dificuldade para conseguir medicamentos e 85,0% relataram como um dos motivos da dificuldade a falta de medicação na rede básica de saúde. Indivíduos com dificuldade para obter a medicação apresentaram 89% menor chance de adesão, e aqueles afetados pela falta do medicamento na rede de saúde, 91% menor chance. Evidenciou-se adesão de 81,7% ao tratamento medicamentoso na população estudada, sendo que dificuldades de acesso e a indisponibilidade de medicamentos na rede básica de saúde contribuíram para a não adesão.

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Publicado

2026-04-06

Cómo citar

ADESÃO AO TRATAMENTO MEDICAMENTOSO EM PACIENTES COM TRANSTORNO MENTAL: UMA ANÁLISE TRANSVERSAL EM UM AMBULATÓRIO PSIQUIÁTRICO UNIVERSITÁRIO. (2026). REMUNOM, 13(05), 1-17. https://doi.org/10.66104/jappr293