BENEFÍCIOS DO AMIDO RESISTENTE NA MICROBIOTA INTESTINAL
DOI:
https://doi.org/10.66104/pabx2s44Palabras clave:
Microbiota intestinal; , Ácidos graxos de cadeia curta; , Amido resistente; , Plant-based.Resumen
A microbiota intestinal exerce papel essencial na saúde metabólica, imunológica e gastrointestinal, sendo profundamente influenciada pela alimentação e pelo consumo de fibras fermentáveis. Entre elas, destaca-se o amido resistente (AR), fração do amido que escapa à digestão no intestino delgado e é fermentada no cólon, produzindo ácidos graxos de cadeia curta com efeitos sistêmicos e intestinais. Assim, objetivou-se analisar, por meio de revisão integrativa, os benefícios do AR, especialmente os subtipos AR-2 e AR-3, sobre a modulação da microbiota intestinal e seus desfechos clínicos. Trata-se de uma revisão integrativa de ensaios clínicos publicados entre 2020 e 2025, em português e inglês, nas bases PubMed, ScienceDirect e LILACS. Integraram o conjunto de 12 estudos que investigaram os efeitos do AR sobre parâmetros metabólicos e microbiológicos. Esse conjunto de evidências permitiu uma análise ampla e comparativa dos principais desfechos clínicos associados ao consumo de AR. Os resultados mostram que o AR-2 apresenta efeitos consistentes na melhora da sensibilidade à insulina, na redução de lipídeos hepáticos, na modulação de toxinas urêmicas e no aumento de bactérias produtoras de butirato. Já o AR-3 demonstrou benefícios mais específicos sobre a integridade da barreira intestinal, incluindo redução da permeabilidade epitelial, melhoria do trânsito intestinal e atenuação da resposta glicêmica decorrente do processo de retrogradação. Os achados evidenciam que o AR exerce efeitos benéficos e complementares sobre a microbiota intestinal e parâmetros metabólicos, com o AR-2 apresentando impactos mais amplos sobre marcadores sistêmicos e o AR-3 demonstrando atuação mais direcionada à integridade intestinal e ao controle glicêmico. Dessa forma, o AR se destaca como uma ferramenta nutricional promissora para suporte intestinal e modulação metabólica. No entanto, ainda são necessários estudos que definam doses ideais, possíveis sinergias prebióticas e perfis individuais de resposta, a fim de otimizar sua aplicação clínica.
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