CARACTERIZAÇÃO DE CICATRIZES DE QUEIMADAS NO ESTADO DO TOCANTINS EM 2018 E 2019 A PARTIR DA UTILIZAÇÃO DO LANDSAT-8
DOI:
https://doi.org/10.66104/79ezd672Palabras clave:
Cerrado; Dinâmica do Fogo; Sensoriamento remoto; Geotecnologias; Gestão territorial.Resumen
Os incêndios florestais no estado do Tocantins têm aumentado nos últimos anos, gerando diminuição da biodiversidade, principalmente da vegetação do Cerrado. Nesse sentido, as queimadas antrópicas e o manejo inadequado de forma contínua podem dizimar diferentes espécies do ecossistema. O mapeamento das cicatrizes de queimadas na vegetação por meio de dados de sensoriamento remoto, como a utilização do Landsat-8, tem contribuído para melhorar o monitoramento e a gestão pós-incêndio em relação à dinâmica e às peculiaridades das queimadas. O objetivo deste artigo foi mensurar as cicatrizes das áreas queimadas no estado do Tocantins no período de 2018 e 2019 por meio do sensoriamento remoto, utilizando imagens TM do satélite Landsat-8, com o intuito de contribuir com a prevenção e combate do fogo no Cerrado e floresta amazônica tocantinense. Os resultados demonstram que as regiões mais afetadas por queimadas e incêndios florestais no estado do Tocantins são as de divisa com os estados do Pará, Mato Grosso, Bahia, Piauí e Maranhão, sendo que nas unidades de conservação foram detectadas as maiores percentagens de áreas queimadas. Mostrando que sensoriamento remoto contribui para obtenção de dados e fornece informações para as políticas públicas, permitindo minimizar os impactos ambientais.
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Referencias
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