A INFLUÊNCIA DAS MÍDIAS SOCIAIS NO USO IRRACIONAL DE MEDICAMENTOS
DOI:
https://doi.org/10.61164/zja2j485Palavras-chave:
Automedicação, educação em saúde, Efeitos Adversos, mídias sociaisResumo
Introdução: A crescente divulgação de fármacos e tratamentos por meio das mídias sociais tem contribuído significativamente para o avanço da automedicação, devido ao acesso fácil e rápido a informações, muitas vezes sem embasamento científico. O presente estudo buscou compreender como as mídias sociais influenciam o uso irracional de medicamentos. Método: A pesquisa foi desenvolvida por meio de uma revisão integrativa da literatura, com abordagem qualitativa e natureza descritiva. As produções científicas foram analisadas a partir de uma busca sistemática nas bases de dados Scopus (Elsevier) e PubMed, com o objetivo de reunir diferentes evidências e perspectivas sobre o tema. A análise se concentrou em três eixos: (i) a influência das mídias sociais na promoção da automedicação, (ii) as consequências do uso indevido de medicamentos, e (iii) a importância da educação em saúde na elaboração de estratégias eficazes para conscientização da população. Resultados: Foi identificado que as mídias sociais promovem a automedicação, destacando-se a normalização do uso de medicamentos sem prescrição médica, a dificuldade dos usuários em distinguir relatos pessoais de recomendações clínicas, e a vulnerabilidade de grupos menos informados diante de conteúdo não regulados online. Fatores emocionais, como a ansiedade (especialmente em crises sanitárias), também influenciam a decisão de recorrer à automedicação. Contudo, intervenções educativas bem planejadas podem transformar essas percepções e aumentar a adoção de comportamentos preventivos. Conclusão: Dessa forma, torna-se essencial o desenvolvimento de estratégias educativas eficazes para auxiliar os indivíduos a tomarem decisões informadas sobre seu cuidado. O combate à automedicação influenciada pelas mídias sociais exige uma abordagem multidisciplinar e integrada, baseada na educação em saúde, na responsabilidade digital e no compromisso coletivo.
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