A APLICAÇÃO DO GAD-7 COMO INSTRUMENTO DE AVALIAÇÃO PARA TRANSTORNO DE ANSIEDADE GENERALIZADA NA TERAPIA OCUPACIONAL
DOI:
https://doi.org/10.61164/5ch3zs09Palavras-chave:
Transtorno de Ansiedade Generalizada; Terapia Ocupacional; GAD-7; Reabilitação Psicossocial.Resumo
O transtorno de ansiedade generalizada representa um dos problemas de saúde mental mais prevalentes na população contemporânea, caracterizado por preocupação excessiva e sintomas físicos incapacitantes que comprometem significativamente a funcionalidade e qualidade de vida dos indivíduos. A terapia ocupacional emerge como uma abordagem terapêutica relevante no tratamento desses transtornos, promovendo a reabilitação das habilidades físicas, cognitivas e sociais por meio de atividades significativas. O instrumento Generalized Anxiety Disorder (GAD-7) configura-se como ferramenta psicométrica validada para rastreamento e avaliação da ansiedade generalizada, possibilitando mensurar objetivamente a gravidade dos sintomas. Objetivo: analisar a influência do transtorno de ansiedade em alunos do médio técnico de uma instituição federal de ensino, por meio da aplicabilidade do GAD-7 e seu contexto junto a terapia ocupacional, bem como as intervenções terapêuticas ocupacionais que podem ser implementadas com base nos resultados obtidos pelo instrumento. Metodologia: Trata-se de pesquisa de natureza quantitativa, com delineamento descritivo e caráter exploratório, voltada à identificação de níveis de sintomas de ansiedade e sua relação com aspectos do desempenho ocupacional em acadêmicas de Terapia Ocupacional. Resultados: A análise quantitativa contemplou perfil sociodemográfico, distribuição de pontuações e classificação dos participantes segundo o GAD-7. A amostra contou com 41 participantes, sendo 73,1% do gênero feminino e 26,9% do gênero masculino. A faixa etária variou de 18 a 54 anos, com média de 31,7 anos. A distribuição por faixa etária evidenciou predominância dos grupos de 18–25 e 26–35 anos. Os domínios mais afetados foram nervosismo/tensão, preocupação excessiva e irritabilidade. As mulheres apresentaram pontuações médias mais elevadas (13,2) em comparação aos homens (9,1). Conclusão: Os dados revelaram que os estudantes mais jovens e mulheres apresentam maior vulnerabilidade emocional, predominância de ansiedade moderada e grave, que influenciam significativamente os resultados, sobretudo a sobrecarga de estudos, múltiplas atividades e inseguranças financeiras.
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