LETRAMENTO DIGITAL DOCENTE E PRÁTICAS PEDAGÓGICAS NA ESCOLA PÚBLICA PERIFÉRICA: TENSÕES, DESIGUALDADES E APRENDIZAGENS NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL
DOI:
https://doi.org/10.61164/70t90a56Palavras-chave:
Aprendizagem. Cultura digital. Docência. Letramento digital. Práticas pedagógicas.Resumo
A pesquisa analisa como o letramento digital docente influencia práticas pedagógicas nos anos iniciais do ensino fundamental em escolas públicas periféricas e investiga de que modo tecnologias presentes no cotidiano escolar condicionam processos de aprendizagem em contextos marcados por desigualdades históricas. O estudo tem como objetivo compreender como docentes interpretam a cultura digital, reorganizam gestos pedagógicos e constroem mediações que ampliam repertórios cognitivos e expressivos das crianças, permitindo observar tensões institucionais que atravessam o trabalho educacional e moldam a atuação profissional. A metodologia fundamenta-se em revisão bibliográfica analítica, articulando contribuições teóricas que discutem práticas sociais, cultura digital e formação docente, permitindo examinar perspectivas convergentes e controvérsias que caracterizam o campo. O percurso metodológico também identifica elementos empíricos interpretativos que emergem de descrições presentes na literatura e que permitem observar como práticas digitais ganham textura simbólica quando integradas à realidade periférica. A análise conduzida possibilita reconhecer que docentes utilizam tecnologias como mecanismos de ampliação de participação, reorganização de temporalidades e construção de vínculos pedagógicos sensíveis às experiências infantis, revelando movimentos formativos que sustentam a hipótese da pesquisa. A conclusão preliminar indica que o fortalecimento do letramento digital docente contribui para práticas pedagógicas mais críticas e inclusivas, fortalecendo aprendizagens significativas e ampliando o acesso das crianças às linguagens contemporâneas, sem estabelecer modelos fixos ou deterministas. O estudo revela caminhos interpretativos que podem subsidiar políticas de formação e incentivar novas investigações sobre docência, tecnologia e desigualdade educacional.
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