PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA MALÁRIA NA REGIÃO AMOZÔNICA ENTRE 2013 E 2022: INCIDÊNCIA, PREVALÊNCIA E ESTRATÉGIAS DE CONTROLE
DOI:
https://doi.org/10.66104/68v7fx48Palavras-chave:
Malária, Epidemiologia, Amazônia, Fatores de risco, Saúde públicaResumo
A malária é uma doença de impacto global, endêmica em 105 países, e permanece como um dos principais desafios de saúde pública. Na Amazônia brasileira, fatores ambientais, como clima úmido e desmatamento, aliados a condições socioeconômicas, como migração e acesso limitado aos serviços de saúde, contribuem para a manutenção da endemicidade, resultando em milhares de casos anuais. Este estudo teve como objetivo analisar o perfil epidemiológico da malária na região Amazônica entre 2013 e 2022, considerando incidência, prevalência e estratégias de controle. Trata-se de um estudo epidemiológico observacional descritivo, com dados secundários extraídos do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM/MS) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As análises estatísticas foram conduzidas nos softwares JAMOVI 2.28 e BioEstat 5.0, e os gráficos produzidos no Origin 2024b. Para avaliação da normalidade utilizou-se o teste de Shapiro-Wilk e, para homogeneidade das variâncias, o teste de Levene; diante da não conformidade, foram aplicados testes não paramétricos (Kruskal-Wallis, Mann-Whitney e Dunn com correção de Bonferroni). Correlações de Spearman e Pearson e regressão linear foram utilizadas para analisar tendências e associações, considerando-se nível de significância de 5%. Os resultados mostraram maior concentração de casos nos estados do Amazonas, Pará e Roraima, com prevalência entre homens jovens e indivíduos economicamente ativos, especialmente em áreas de exploração de recursos naturais. Conclui-se que a malária na Amazônia permanece como um desafio epidemiológico complexo, influenciado por fatores locais e regionais. Estratégias sustentáveis e específicas, aliadas à vigilância epidemiológica e ações educativas, são fundamentais para reduzir a carga da doença e mitigar seus impactos na saúde pública.
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