PNTN e a Coleta Neonatal: A Importância do Enfermeiro na Detecção Precoce
DOI:
https://doi.org/10.66104/xh88ex96Palavras-chave:
Triagem Neonatal. Coleta de Amostras. PNTN. Qualidade dos ResultadosResumo
O Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN) é essencial para a detecção precoce de doenças congênitas e metabólicas, contribuindo significativamente para a redução da morbimortalidade infantil. A organização das responsabilidades e a definição clara das funções dos serviços envolvidos são fundamentais para garantir a qualidade da coleta das amostras e a precisão dos resultados. A coleta deve ser realizada entre o 3º e o 5º dia de vida, pois é nesse período que o recém-nascido apresenta níveis adequados de substâncias para a detecção de doenças. A articulação eficaz entre o Laboratório Especializado do SRTN, os postos de coleta e os serviços de saúde é crucial para minimizar falhas na fase pré-analítica e assegurar a precisão dos exames. O enfermeiro desempenha papel central nesse processo, sendo responsável por garantir que a coleta seja feita de acordo com as normas estabelecidas. A capacitação contínua é vital, pois falhas na coleta comprometem os resultados laboratoriais e podem atrasar o diagnóstico e tratamento adequado. Apesar da importância crítica da coleta no PNTN, há uma escassez de literatura especializada sobre essa fase crucial, reforçando a necessidade de mais estudos e treinamentos para garantir a qualidade e a eficiência do programa. A implementação adequada das práticas de coleta, com atenção especial ao papel do enfermeiro, é essencial para o sucesso do programa e para a saúde dos recém-nascidos.
Downloads
Referências
1. Manual de Normas Técnicas e Rotinas do Teste de Triagem Neonatal, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, 2011. Disponível em: http://www.hcrp.fmrp.usp.br/sitehc/upload%5CMANUAL%20DE%20INSTRU%C3%87%C3%95ES%20DO%20TESTE%20DO%20PEZINHO%202011.pdf
2. Brasil. Ministério da Saúde. Manual de normas técnicas e rotinas operacionais do programa nacional de triagem neonatal, 2ª edição ampliada, Brasília, Ministério da Saúde, 2004. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/triagem_neonatal.pdf
3. Mak CM, Lee HC, Chan AY, Lam CW. Inborn errors metabolism and expanded newborn screening: Review and update. Crit Rev Clin Lab Sci. 2013;50(6):142-62.
4. Ford G, La Franchi SH. Screening for congenital hypothyroidism: a world wide view of strategies. Best Pract Res Clin Endocrinol Metab. 2014;28(2):175-87.
5. Wassner AJ, Brown RS. Hypothyroidism in the newborn period. Curr Opin Endocrinol Diabetes Obes. 2013;20(5):449-54.
6. Alhafid N, Christodoulou J. Phenylketonuria: a review of current and future treatments. Transl Pediatr. 2015;4(4):304-17.
7. Brasil. Ministério da Saúde. Manual de Vacinação. Brasília: Ministério da Saúde; 2017. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br. Acesso em: 3 maio 2025.
8. Brasil. Ministério da Saúde. Política Nacional de Atenção Básica. Brasília: Ministério da Saúde; 2012. Disponível em: https://www.saude.gov.br. Acesso em: 3 maio 2025.
9. Brasil. Ministério da Saúde. Calendário Nacional de Vacinação. Brasília: Ministério da Saúde; 2020. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br. Acesso em: 3 maio 2025.
10. Costa A, Silva Td. A vacinação no Brasil: uma revisão histórica. Rev Bras Epidemiol. 2011;14(4):543-56. doi:10.1590/S1415-790X2011000400005.
11. Freitas MJO, Castro JLR. A importância do enfermeiro nas campanhas de vacinação no Brasil. Rev Bras Enferm. 2018;71(6):2680-5. doi:10.1590/0034-7167-2018-0166.
12. Silva MC, Lima JR. Enfrentando a resistência vacinal: o papel da educação em saúde nas campanhas de imunização. J Bras Saude Publica. 2020;45(3):1203-15. doi:10.1590/S0034-89102020000300015.
13. Souza AS de. O enfermeiro e sua atuação nas campanhas de vacinação: desafios e perspectivas. Rev Saude Publica. 2022;42:225-34. doi:10.1590/0034-9392021002100.
14. Souza FM, Silva JLV, Lopes JMD. A atuação dos enfermeiros na promoção da saúde e imunização: desafios e perspectivas no SUS. Rev Bras Enferm. 2020;73(3):312-318.
15. Oliveira MM, Costa TP, Silva TM. Desafios enfrentados pelos enfermeiros nas campanhas de vacinação no Brasil. Rev Bras Saúde Mater Infant. 2019;19(2):102-110.
16. Cunha GV, Santos RDP. O papel do enfermeiro nas campanhas de vacinação: uma análise das práticas educativas na Atenção Primária à Saúde. Saúde em Debate. 2021;45(130):67-77.
17. Silva AF, Almeida AT. Barreiras de adesão à vacinação: desafios para a atuação do enfermeiro nas campanhas de imunização. J Nurs Health. 2022;14(1):56-63.
18. Pinto LM, Santos DC. Comunicação em saúde: a importância do papel do enfermeiro na conscientização sobre vacinas. Saúde Pública. 2020;54(4):485-493.
19. Ferreira JM, Andrade A. Formação continuada de enfermeiros: importância para o sucesso das campanhas de vacinação. Rev Latino-Am Enfermagem. 2022;30(5):e3422.
20. Oliveira LK, Costa SF. Impacto das campanhas de vacinação em áreas rurais: o papel dos enfermeiros nas dificuldades logísticas. Rev Saúde Coletiva. 2020;45(7):1124-1133.
21. Marques R, Souza TS. Resistência vacinal no Brasil: um estudo das estratégias utilizadas pelos enfermeiros na Atenção Primária. Rev Bras Epidemiol. 2021;24(1):123-134.
22. Cunha AH, Santos M. O papel do enfermeiro nas campanhas de vacinação: um estudo de caso. Rev Bras Enferm. 2021;74(5):687-692. doi:10.1590/0034-7167.2021740507
23. Ferreira CC, Andrade FL. A importância do enfermeiro na educação em saúde e nas campanhas de vacinação. J Enferm. Saúde Comun. 2022;6(1):47-55. doi:10.5935/1678-4662.20220008
24. Oliveira LB, Costa AL. Promoção de saúde e vacinação: desafios no contexto da Atenção Primária à Saúde. Saúde Debate. 2020;44(3):458-467. doi:10.1590/0103-11042020e317
25. ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Relatório mundial sobre vacinas e imunização. Genebra: OMS, 2020.
26. BRASIL. Ministério da Saúde. Histórico das campanhas de vacinação no Brasil. Brasília: MS, 2019.
27. BRASIL. Ministério da Saúde. Programa Nacional de Imunizações: 50 anos. Brasília: Secretaria de Vigilância em Saúde, 2023.
28. SOUZA, M. T.; SILVA, M. D.; CARVALHO, R. A atuação do enfermeiro na Atenção Primária à Saúde. Revista Brasileira de Enfermagem, v. 73, n. 5, p. 1–8, 2020.
29. FERRARI, L. S.; OLIVEIRA, J. P. Educação em saúde e o papel do enfermeiro nas campanhas de vacinação. Revista de Enfermagem e Saúde Coletiva, v. 12, n. 2, p. 45–58, 2021.
30. RIBEIRO, A. C.; PEREIRA, N. S. Gestão e organização das campanhas de imunização na atenção básica. Cadernos de Saúde Pública, v. 37, n. 4, p. 1–10, 2021.
31. FIOCRUZ. Fake news e resistência vacinal: desafios contemporâneos da saúde pública. Rio de Janeiro: Fundação Oswaldo Cruz, 2022.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Elisângela Rodrigues Lima , Tatiane Raquel Santana da Cruz, Claudemir Santos de Jesus, Solange Soares Martins, Alessandra Teixeira Velasco, Lígia D’arc Silva Rocha Prado, Márcia Calazans de Almeida Brunner

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
- Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista;
- Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista, desde que adpatado ao template do repositório em questão;
- Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre).
- Os autores são responsáveis por inserir corretamente seus dados, incluindo nome, palavras-chave, resumos e demais informações, definindo assim a forma como desejam ser citados. Dessa forma, o corpo editorial da revista não se responsabiliza por eventuais erros ou inconsistências nesses registros.
POLÍTICA DE PRIVACIDADE
Os nomes e endereços informados nesta revista serão usados exclusivamente para os serviços prestados por esta publicação, não sendo disponibilizados para outras finalidades ou a terceiros.
Obs: todo o conteúdo do trabalho é de responsabilidade do autor e orientador.
