DOENÇAS EM SISTEMAS COMERCIAIS DE AVICULTURA:UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
DOI:
https://doi.org/10.66104/xrwz0k56Palavras-chave:
avicultura comercial; doenças aviárias; biosseguridade; sanidade animal.Resumo
A avicultura comercial no Brasil é um dos setores mais importantes da produção animal, sendo notável pelo seu impacto econômico e social. Entretanto, a produtividade e a sustentabilidade do setor são frequentemente afetadas por doenças infecciosas, que causam prejuízos consideráveis em granjas comerciais. Entre 2023 e 2026, a influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP), a doença de Newcastle (DNC), a colibacilose, a coccidiose e infecções respiratórias virais, como metapneumovírus, coronavírus e reovírus aviário, tem sido observadas como as mais relevantes, pelos impactos na produção.. Devido à sua alta contagiosidade e taxa de mortalidade, a IAAP e a DNC requerem medidas estritas de contenção, quarentena e vigilância epidemiológica. O desempenho zootécnico é afetado por infecções bacterianas e parasitárias, como colibacilose e coccidiose, que geralmente estão ligadas ao uso impróprio de antibióticos, manejo inadequado e condições ambientais adversas. As infecções virais respiratórias, frequentemente ocorrendo em co-infecção com bactérias oportunistas, agravam os sintomas clínicos e diminuem a produtividade. As estratégias de controle englobam vacinação específica, rigorosa biosseguridade, manejo ambiental apropriado, monitoramento laboratorial constante e uso criterioso de antimicrobianos. A combinação dessas ações é fundamental para diminuir a incidência de doenças e reduzir prejuízos financeiros. Esta revisão mostra que o sucesso da avicultura comercial brasileira depende de estratégias multidimensionais que integrem prevenção, monitoramento ativo, manejo adequado e políticas de saúde eficazes. A adoção de programas de saúde integrados e sustentáveis é essencial para garantir a saúde das aves, aumentar a produtividade e melhorar a competitividade do setor avícola nacional.
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