ENFERMEIRO COMO MEDIADOR ATIVO NO PROCESSO DE DOAÇÃO DE ORGÃOS E TRANSPLANTE NAS UNIDADES DE TERAPIA INTENSIVA: UMA REVISÃO INTEGRATIVA
DOI:
https://doi.org/10.66104/dbxp4x31Palavras-chave:
Gerenciamento Direcionado de Temperatura, Hipotermia Terapêutica, Enfermagem, Parada CardiorrespiratóriaResumo
O transplante de órgãos humanos e a doação de órgãos são temas polêmicos com amplas discussões em nossa sociedade. A doação de órgãos e tecidos, apesar de ser um gesto de compaixão, está envolta por uma contextualização sociopolítica e religiosa. A falta de esclarecimento, a ausência de programas permanentes voltados para a conscientização da população e o incentivo à captação de órgãos contribuem com ciclo vicioso da dúvida, do medo e preconceitos arraigando a mitos. Este contexto, bem como a tomada de decisão por parte de familiares diante de um momento angustiante motivado pelo impacto da notícia da morte, corrobora com perda de potenciais doadores, impactando com o insuficiente aceite as doações prolongando o sofrimento de pacientes que dependem da doação de órgãos, condenando-os a permanecer em uma interminável lista de espera. Por se tratar de um tema relevante, justifica-se esta revisão de literatura com o intuito de compreender o papel do Enfermeiro durante o processo de doação e transplante, bem como a função das CIHDOTT e da OPO. Quanto aos cuidados de enfermagem é crucial que realize uma assistência individualizada e singular de forma direta e indireta, através da capacitação e promovendo a educação continuada de toda sua equipe, devendo ser rigorosamente controlada pelo mesmo, abordando todo o processo de doação e contemplando também rotinas e fluxogramas que viabilizem a comunicação com a CIHDOTT e a OPO redirecionando este eixo tão favorável a vida. É inegável, através deste trabalho, que há uma escassez de estudos nos bancos bibliográficos a respeito das diversas funções do enfermeiro e dos cuidados realizados pelo mesmo, durante este processo. Com isso, surgem lacunas e questionamentos sobre a influência do enfermeiro em tais atividades, moderando a participação e sua importância em situações complexas, e assim delimitando uma notoriedade ao enfermeiro que é ultrapassada na prática.
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