UM ESTUDO DA VIABILIDADE TÉCNICA E AMBIENTAL EM CONCORDÂNCIA COM A ISO 14001 PARA A REDUÇÃO DO USO DE ÁGUA EM SELAGEM DE BOMBAS DE POLPA EM UMA INDÚSTRIA DE CELULOSE

Autores

  • Luana Biliatto Alonso Gil UFMS
  • Elida de Paula Moraes Corveloni UFMS
  • Elizangela Veloso Saes UFMS
  • Sandra Cristina Marchiori de Brito UFMS

DOI:

https://doi.org/10.66104/6ky21d80

Palavras-chave:

Água de selagem, ISO 14001, Indústria

Resumo

A indústria de celulose caracteriza-se por um consumo hídrico expressivo, em particular nos sistemas de selagem de bombas de polpa, em que o descarte da água pós-uso gera repercussões ambientais. Neste contexto, apresenta-se esse artigo que estuda a viabilidade técnica e ambiental da redução do uso de água limpa para selagem em uma indústria de celulose no Brasil, em consonância com as diretrizes da norma ISO 14001. Para o desenvolvimento da pesquisa, empregou-se um estudo de caso, que fez uso de ferramentas da qualidade (ciclo PDCA, Diagrama de Ishikawa e 5 Porquês) para a análise do consumo hídrico, associadas a aplicação de conceitos e princípios da economia circular para otimização da gestão dos recursos. Como principal resultado, destaca-se o reaproveitamento do condensado do processo de secagem, que se mostrou tecnicamente apto, levando a uma redução significativa tanto na demanda por água nova quanto no volume de efluente descartado. Em suma, o estudo demonstra que a adoção de práticas sustentáveis pode proporcionar redução operacional de até 18,9% do consumo de água limpa, também ganhos econômicos e ambientais substanciais, ao mesmo tempo em que consolida aos valores da empresa estudada.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Referências

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS - ABNT (2004). NBR ISO

14001 - Sistemas da Gestão Ambiental - Requisitos com Orientações para Uso. Rio de Janeiro: ABNT.

AGÊNCIA DE NOTÍCIAS DOS DIREITOS DA INFÂNCIA – ANDI. Mudanças

climáticas: informações e reflexões para um jornalismo contextualizado. Relatório Brundtland e a sustentabilidade. Brasília, 1993.

BARBIERI, J. C. Gestão ambiental empresarial: conceitos, modelos e instrumentos. 2. ed. São Paulo: Saraiva, 2007.

BASSALO, J. M. F. A crônica do calor: calorimetria (The Heat Chronicle: Calorimetry). Belém: Departamento de Física, Universidade Federal do Pará, [s.d.].

BONOMA, T. V. Case research in marketing: opportunities, problems, and process. Journal of Marketing Research, v. 22, maio 1985. DOI: https://doi.org/10.2307/3151365

BRASIL. Lei nº 9.433, de 8 de janeiro de 1997. Institui a Política Nacional de Recursos Hídricos, cria o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9433.htm. Acesso em: 17 mar. 2025.

CAMPOS, A.; MELO, R. Gestão ambiental e ISO 14001. São Paulo: Atlas, 2008.

CARPINETTI, L. C. R. Gestão da qualidade: conceitos e técnicas. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2016.

CARVALHO, A. M. C. O uso do método PDCA e de ferramentas da qualidade na gestão da agroindústria no Estado de Mato Grosso do Sul. 2011. 83 f.

Dissertação (Mestrado em Produção e Gestão Agroindustrial) – Universidade Anhanguera – Uniderp, Campo Grande, MS. Disponível em: http://ojs.ufgd.edu.br/index.php/agrarian/article/view/1295/1017. Acesso em: 12 jun. 2025.

COMISSÃO MUNDIAL SOBRE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO.

Nosso futuro comum. 2. ed. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, 1991. Disponível em: http://api.ning.com/files/.../BrundtlandNossoFuturoComum.pdf. Acesso em: 24 mar. 2025.

COSTA, M. A. Análise de circularidade na indústria de papel e celulose. 2023.

DE SOUZA COELHO, F. P.; DA SILVA, A. M.; MANIÇOBA, R. F. Aplicação das

ferramentas da qualidade: estudo de caso em pequena empresa de pintura.

REFAS: Revista FATEC Zona Sul, v. 3, n. 1, p. 2, 2016.

ERICKSON, F. Métodos cualitativos de investigación. In: WITTROCK, M. C. La investigación de la enseñanza, II. Barcelona-Buenos Aires-México: Paidós, 1989.p. 195–299.

GANGA, G. M. D. Trabalho de conclusão de curso (TCC) na engenharia de produção: um guia prático de conteúdo e forma. São Paulo: Atlas, 2012. 361 p.

GIOCONDO, F. I. C. Ferramentas básicas da qualidade: instrumentos para gerenciamento de processo e melhoria contínua. São Paulo: Biblioteca24horas, 2011. Disponível em: http://books.google.com.br/books?id=CniEMu69GTgC. Acesso em: 14 jun. 2025.

GODOY, A. L. de. Ferramentas da qualidade. 2009. Disponível em: http://www.cedet.com.br/index.php?/Tutoriais/Gestao-da-Qualidade/ferramentas- daqualidade.html. Acesso em: 14 jun. 2025.

GOMES, P. A. A evolução do conceito de qualidade: dos bens manufacturados aos serviços de informação. Cadernos BAD, v. 2, p. 6–18, 2004.

GUIMARÃES, E. L. Aplicação do diagrama de Ishikawa na central de material esterilizado para a reorganização do setor. 2019. Monografia (Graduação) – Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte.

ISHIKAWA, K. Controle da qualidade total: a maneira japonesa. Rio de Janeiro: Campus, 1993.

ISHIKAWA, K. What is total quality control? The Japanese way. Englewood Cliffs, NJ: Prentice Hall, 1985.

ISO. ABNT NBR ISO 14001:2015 – Sistemas de gestão ambiental: requisitos com orientações para uso. Rio de Janeiro: ABNT, 2015.

JURAN, J. M. A qualidade desde o projeto. 2. ed. São Paulo: Pioneira, 1994.

KIRCHHERR, J. et al. Conceptualizing the circular economy (revisited): an analysis of 221 definitions. Resources, Conservation and Recycling, v. 194, p. 107001, 2023. ISSN 0921-3449. DOI: https://doi.org/10.1016/j.resconrec.2023.107001

MARINO, L. H. Gestão na qualidade e gestão no conhecimento: fatores chave para a produtividade e competitividade empresarial. 3. ed. São Paulo, 2006.

654 p.

MATOS, E. L. de. Responsabilidade civil pela má utilização da água. In: Seminário Internacional “Água, bem mais precioso do milênio”, 2000, Brasília. Anais... Distrito Federal: CEJ, 2000. p. 79–84.

MATTOS, A. D. Planejamento e controle de obras. São Paulo: Pini, 2010.

MIGUEL, P.A.C. Qualidade: enfoques e ferramentas. 1 ed. São Paulo: Artliber, 2006.

NBR 16676:2018. Sistemas de vedação para bombas centrífugas. Rio de Janeiro: ABNT, 2018.

OAKLAND, J. Gerenciamento da qualidade total. São Paulo: Nobel, 1994.

OHNO, T. O sistema Toyota de produção: além da produção em larga escala. Porto Alegre: Bookman, 1997.

ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS. Declaração da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano. Estocolmo, 1972.

PALADINI, E. P.; CARVALHO, M. M. de (Coord.). Gestão da qualidade. 2. ed. Rio de Janeiro: Elsevier: ABEPRO, 2012. (Série ABEPRO).

POTT, C. M.; ESTRELA, C. C. Histórico ambiental: desastres ambientais e o despertar de um novo pensamento. Estudos Avançados, v. 31, n. 89, p. 271–283, jan./abr. 2017. doi:10.1590/S0103-40142017.31890021. DOI: https://doi.org/10.1590/s0103-40142017.31890021

PRODANOV, C. C.; FREITAS, E. C. de. Metodologia do trabalho científico: métodos e técnicas da pesquisa e do trabalho acadêmico. 2. ed. Novo Hamburgo, RS: Universidade Feevale, 2013.

QUINQUIOLO, J. M. Avaliação da eficácia de um sistema de gerenciamento para melhorias implantado na área de carroceria de uma linha de produção automotiva. 2002. Taubaté/SP: Universidade de Taubaté.

REEVES, C.; BEDNAR, D. Defining quality: alternatives and implications. Academy of Management Review, v. 19, n. 3, p. 419–445, 1994. DOI: https://doi.org/10.2307/258934

RICHTER, S. et al. Estudo de caso: aplicação do Lean Manufacturing para aumento da produtividade de uma operação gargalo e redução no tempo de setup.

ROSE, K. H. Projeto de gestão da qualidade: por que, o que e como?. São Paulo, 2005. 41 p.

SANTOS, Luiz Alberto dos. Análise do Código de Águas Minerais – Decreto- Lei nº 7.841/1945 e Lei de Gestão de Recursos Hídricos – Lei nº 9.433/1997 em face da Constituição de 1988: um caso de antinomia. 2012. Monografia (Bacharelado em Direito) – Centro Universitário de Brasília, Brasília, 2012.

SHAH, R.; WARD, P. T. Lean manufacturing: context, practice bundles, and performance. Journal of Operations Management, v. 335, p. 1–21, 2002. DOI: https://doi.org/10.1016/S0272-6963(02)00108-0

SHINGO S. Poka-yoke: Improving product quality by preventing defects. Nikkan Kogyo Shimbun/Factory Magazine, (Ed.). Portland, Oregon: Productivity Press, 1988.

SLACK N. et al., Administração da Produção. São Paulo, Brasil. Editora Atlas

S.A. 1997.

STEFANOVIC, S. et al. Analysis of technological process of cutting logs using Ishikawa diagram. Acta Tehnica Corviniensis – Bulletin of Engineering, Romania, v. 7, n. 4, p. 92–97, 2014.

UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. Meio Ambiente em Revista. Declaração de Dublin. Rio de Janeiro. Disponível em: http://www.meioambiente.uerj.br/emrevista/documentos/dublin.htm. Acesso em: 31 maio 2025.

VIZCAINO, G. N. W.; PEIXOTO, C. M. S. A influência da ISO 14001 na política ambiental mundial. Revista UniAraguaia, v. 16, n. 3, p. 135–145, set./dez. 2021.

WARMAN. Pump technology in pulp and paper industry. 1998.

WEISS, A. E. Key business solutions: essential problem-solving tools and techniques that every manager needs to know. Grã-Bretanha: Pearson Education Limited, 2011.

WERKEMA, M. C. C. As ferramentas da qualidade no gerenciamento de processos. v. 1. Belo Horizonte, MG: Fundação Christiano Ottoni, Escola de Engenharia da UFMG, 1995.

WILKES, P.; TALABISCO, L. Fundamentos de bombas centrífugas. 2019.

WOMACK, J. P.; JONES, D. T. A mentalidade enxuta nas empresas. 5. ed. Rio de Janeiro: Campus, 1998.

WOMACK, J. P.; JONES, D. T.; ROOS, D. A máquina que mudou o mundo. 14. ed. Rio de Janeiro: Campus, 1992.

YIN, R. K. Estudo de caso: planejamento e métodos. Tradução de Daniel Grassi. 2. ed. Porto Alegre: Bookman, 2001.

Downloads

Publicado

2026-03-04

Como Citar

UM ESTUDO DA VIABILIDADE TÉCNICA E AMBIENTAL EM CONCORDÂNCIA COM A ISO 14001 PARA A REDUÇÃO DO USO DE ÁGUA EM SELAGEM DE BOMBAS DE POLPA EM UMA INDÚSTRIA DE CELULOSE. (2026). REMUNOM, 13(01), 1-40. https://doi.org/10.66104/6ky21d80