O IMPACTO DA COERÇÃO ECONÔMICA NA HIGIDEZ DO DIREITO NEGOCIAL E A INVALIDADE DE NEGÓCIOS JURÍDICOS ESTRUTURADOS SOB SANÇÕES INTERNACIONAIS
DOI:
https://doi.org/10.66104/v1dcwb62Palavras-chave:
Direito negocial, sanção internacional, negócio jurídico, Direito internacionalResumo
As sanções econômicas têm sido amplamente utilizadas como instrumentos de pressão no âmbito das relações internacionais, assumindo papel relevante na condução de políticas externas e na imposição de comportamentos específicos por parte dos Estados Nacionais e agentes econômicos. Embora frequentemente justificadas como mecanismos legítimos de proteção de interesses políticos, econômicos ou de segurança internacional, tais medidas podem produzir efeitos jurídicos significativos, especialmente quando influenciam a formação do consentimento em relações negociais já estruturadas ou em vias de estruturação. O consentimento livre constitui elemento essencial para a validade dos atos jurídicos, tanto no Direito Internacional quanto no Direito Civil, sendo comprometido quando há imposição indireta de vontade mediante coerção econômica. Nesse contexto, o presente estudo tem como objetivo analisar o uso das sanções econômicas como instrumento de coerção no Direito Internacional e examinar seus efeitos na validade dos negócios jurídicos estruturados sob esse tipo de pressão. A pesquisa utiliza o método dedutivo, com abordagem qualitativa e técnica de pesquisa bibliográfica, fundamentando-se na doutrina nacional e internacional. Os resultados indicam que a coerção econômica pode comprometer a liberdade jurídica necessária à validade do consentimento, configurando vício capaz de invalidar atos jurídicos e negociais. Conclui-se que o uso de sanções econômicas, quando utilizado como mecanismo de pressão, pode gerar consequências relevantes no plano jurídico, afetando a validade e a legitimidade das relações no Direito Negocial em âmbito global.
Palavras-chave: Sanções econômicas; Coerção; Direito Negocial; Negócio jurídico; Direito Internacional.
Downloads
Referências
BRASIL. Decreto nº 7.030, de 14 de dezembro de 2009. Promulga a Convenção de Viena sobre o Direito dos Tratados, concluída em 23 de maio de 1969. Brasília, DF: Presidência da República, 2009. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2009/decreto/d7030.htm. Acesso em: 19 dez. 2025.
BRASIL. Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002. Institui o Código Civil. Brasília, DF: Presidência da República, 2002. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm. Acesso em: 2 jan. 2026.
CASSESE, Antonio. International law. 2. ed. Oxford: Oxford University Press, 2005.
CORTRIGHT, David; LOPEZ, George A. Economic sanctions and international law. Boulder: Westview Press, 2002.
CRAWFORD, James. Brownlie’s principles of public international law. 8. ed. Oxford: Oxford University Press, 2012.
GAGLIANO, Pablo Stolze; PAMPLONA FILHO, Rodolfo. Novo curso de direito civil: parte geral. 19. ed. São Paulo: Saraiva, 2022.
HUFBAUER, Gary Clyde; SCHOTT, Jeffrey J.; ELLIOTT, Kimberly Ann; OEGG, Barbara. Economic sanctions reconsidered. 3. ed. Washington, DC: Peterson Institute for International Economics, 2007.
MAZZUOLI, Valerio de Oliveira. Curso de direito internacional público. 13. ed. Rio de Janeiro: Forense, 2021.
NEPHEW, Richard. The art of sanctions: a view from the field. New York: Columbia University Press, 2017. DOI: https://doi.org/10.7312/neph18026
RAMOS, André de Carvalho. Curso de direito internacional público. 5. ed. São Paulo: Saraiva, 2021.
REZEK, José Francisco. Direito internacional público: curso elementar. 15. ed. São Paulo: Saraiva, 2014.
TARTUCE, Flávio. Manual de direito civil: volume único. 12. ed. Rio de Janeiro: Forense, 2022.
TZANAKOPOULOS, Antonios. The right to be free from economic coercion. Cambridge Journal of International and Comparative Law, Cambridge, v. 4, n. 3, p. 616–633, 2015. DOI: https://doi.org/10.7574/cjicl.04.03.616
VENOSA, Silvio de Salvo. Direito civil: parte geral. 22. ed. São Paulo: Atlas, 2022.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Armando Henrique Silva Semeão, Gisele Mendes de Carvalho

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
- Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista;
- Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista, desde que adpatado ao template do repositório em questão;
- Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre).
- Os autores são responsáveis por inserir corretamente seus dados, incluindo nome, palavras-chave, resumos e demais informações, definindo assim a forma como desejam ser citados. Dessa forma, o corpo editorial da revista não se responsabiliza por eventuais erros ou inconsistências nesses registros.
POLÍTICA DE PRIVACIDADE
Os nomes e endereços informados nesta revista serão usados exclusivamente para os serviços prestados por esta publicação, não sendo disponibilizados para outras finalidades ou a terceiros.
Obs: todo o conteúdo do trabalho é de responsabilidade do autor e orientador.
