EVIDÊNCIAS RECENTES SOBRE O USO DO RITUXIMABE NO PENFIGOIDE BOLHOSO: UMA REVISÃO INTEGRATIVA DA LITERATURA

Autores

DOI:

https://doi.org/10.66104/b1qcrz54

Palavras-chave:

Penfigoide bolhoso; Rituximabe; Doenças bolhosas; Terapia biológica.

Resumo

O penfigoide bolhoso é uma doença autoimune caracterizada pela formação de bolhas e lesões eritematosas que acometem principalmente a pele. Tradicionalmente tratado com corticoesteroides sistêmicos, o rituximabe, anticorpo monoclonal anti-CD20, tem sido investigado como alternativa terapêutica. Este estudo teve como objetivo revisar a literatura científica disponível sobre o uso do rituximabe no tratamento do penfigoide bolhoso, a fim de avaliar sua eficácia clínica e segurança terapêutica. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura realizada na base de dados PubMed, por meio da estratégia de busca com os descritores “rituximab” AND “bullous pemphigoid”. A busca inicial identificou 202 artigos. Após aplicação dos filtros de publicação nos últimos cinco anos, disponibilidade de texto completo gratuito e estudos conduzidos em humanos, permaneceram 31 trabalhos. Posteriormente, foram aplicados critérios de inclusão e exclusão, selecionando-se 12 artigos que abordavam diretamente o uso do rituximabe no manejo do penfigoide bolhoso, com foco nos desfechos de eficácia e segurança. Os estudos analisados demonstraram alta eficácia do rituximabe como tratamento alternativo para casos refratários e graves, mesmo em doses mais baixas. O principal benefício é poupar uso de corticoesteroides, além de possibilitar uma terapia não-contínua. Há ressalvas sobre sua segurança, principalmente no que se refere à incidência de infecções durante o uso do rituximabe. Os dados obtidos pelo trabalho permitem a conclusão de que a terapia com rituximabe é promissora apesar dos efeitos adversos, entretanto a pequena quantidade de estudos e amostras populacionais reduzidas reforçam a necessidade de ensaios clínicos prospectivos e controlados para melhor definição de sua posologia, manutenção e perfil de segurança a longo prazo.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Biografia do Autor

  • Sindry Emanuelle Carvalho Lima, Universidade Tiradentes

    Acadêmica em Medicina na Universidade Tiradentes.

  • Ana Caroline Santos Andrade, Universidade Tiradentes

    Acadêmica em Medicina na Universidade Tiradentes.

  • David Leandro Moreno Leon, Universidade Tiradentes

    Acadêmico em Medicina na Universidade Tiradentes.

  • Marcela Machado Aguiar Amorim, Universidade Tiradentes

    Acadêmica em Medicina na Universidade Tiradentes.

  • Ana Clara Andrade de Oliveira, Universidade Tiradentes

    Acadêmica em Medicina na Universidade Tiradentes.

  • Naiana Oliveira Alves, Universidade Tiradentes

    Acadêmica em Medicina na Universidade Tiradentes.

  • Luma Rezende Barreto Faria, Universidade Tiradentes

    Acadêmica em Medicina na Universidade Tiradentes.

  • Aderito José Oliveira Botelho, Universidade Tiradentes

    Acadêmico em Medicina na Universidade Tiradentes.

  • Luilla Araújo Magnavita Jacobina, Universidade Tiradentes

    Acadêmica em Medicina na Universidade Tiradentes.

  • Júlia Gabriela Conserva Souza, Universidade Tiradentes

    Acadêmica em Medicina na Universidade Tiradentes.

Referências

BISHNOI, A. et al. Biologics in autoimmune bullous diseases: Current scenario. Indian Journal of Dermatology, Venereology and Leprology, v. 87, n. 5, p. 611–620, 2021. DOI: 10.25259/IJDVL_886_19. DOI: https://doi.org/10.25259/IJDVL_886_19

CAO, P.; XU, W.; ZHANG, L. Rituximab, omalizumab, and dupilumab treatment outcomes in bullous pemphigoid: A systematic review. Frontiers in Immunology, v. 13, p. 928621, 2022. DOI: 10.3389/fimmu.2022.928621. DOI: https://doi.org/10.3389/fimmu.2022.928621

FENG, X. et al. Autoimmune bullous diseases: pathogenesis and clinical management. Molecular Biomedicine, v. 6, n. 1, p. 30, 2025. DOI: 10.1186/s43556-025-00272-9. DOI: https://doi.org/10.1186/s43556-025-00272-9

KARAKIOULAKI, M.; EYERICH, K.; PATSATSI, A. Advancements in bullous pemphigoid treatment: A comprehensive pipeline update. American Journal of Clinical Dermatology, v. 25, n. 2, p. 195–212, 2024. DOI: 10.1007/s40257-023-00832-1. DOI: https://doi.org/10.1007/s40257-023-00832-1

LE, S. T. et al. Rituximab and omalizumab combination therapy for bullous pemphigoid. JAMA Dermatology (Chicago, Ill.), v. 160, n. 1, p. 107–109, 2024. DOI: 10.1001/jamadermatol.2023.4508. DOI: https://doi.org/10.1001/jamadermatol.2023.4508

OREN-SHABTAI, M. et al. Biological treatment for bullous pemphigoid. Frontiers in Immunology, v. 14, p. 1157250, 2023. DOI: 10.3389/fimmu.2023.1157250. DOI: https://doi.org/10.3389/fimmu.2023.1157250

RASHID, H. et al. Clinical response to rituximab and improvement in quality of life in patients with bullous pemphigoid and mucous membrane pemphigoid. The British Journal of Dermatology, v. 186, n. 4, p. 721–723, 2022. DOI: 10.1111/bjd.20881. DOI: https://doi.org/10.1111/bjd.20881

SCHAUER, F. et al. Hemidesmosomal reactivity and treatment recommendations in immune checkpoint inhibitor-induced bullous pemphigoid-A retrospective, monocentric study. Frontiers in Immunology, v. 13, p. 953546, 2022. DOI: 10.3389/fimmu.2022.953546. DOI: https://doi.org/10.3389/fimmu.2022.953546

SINGH, S. et al. Interventions for bullous pemphigoid. Cochrane Database of Systematic Reviews, v. 8, n. 11, p. CD002292, 2023. DOI: 10.1002/14651858.CD002292.pub4. DOI: https://doi.org/10.1002/14651858.CD002292.pub4

SUÁREZ-CARANTOÑA, C. et al. Baja dosis de rituximab para penfigoide ampolloso. Protocolo y experiencia de un único centro. Actas dermo-sifiliograficas, v. 114, n. 1, p. 62–68, 2023. DOI: 10.1016/j.ad.2021.10.018. DOI: https://doi.org/10.1016/j.ad.2021.10.024

VAN BEEK, N.; ZILLIKENS, D.; SCHMIDT, E. Bullous autoimmune dermatoses–clinical features, diagnostic evaluation, and treatment options. Deutsches Arzteblatt international, v. 118, n. 24, p. 413–420, 2021. DOI: 10.3238/arztebl.m2021.0136. DOI: https://doi.org/10.3238/arztebl.m2021.0136

CUIDADOS DE ENFERMAGEM NO ATENDIMENTO EM PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA. (2023). RSV, 1(1). https://rsv.ojsbr.com/rsv/article/view/173

SAÚDE PÚBLICA E SAÚDE COLETIVA: CONCEITOS E IMPACTOS NA SOCIEDADE. (2025). RSV, 8(1), 1-15. https://doi.org/10.61164/rsv.v8i1.4230 DOI: https://doi.org/10.61164/rsv.v8i1.4230

PERFIL DOS CASOS DE COQUELUCHE NO BRASIL: UM OLHAR PARA A IMPORTÂNCIA DA VACINAÇÃO. (2025). RSV, 2(2), 1-16. https://doi.org/10.61164/rsv.v2i2.3496 DOI: https://doi.org/10.61164/rsv.v2i2.3496

A IMPORTÂNCIA DA FISIOTERAPIA NO DESENVOLVIMENTO MOTOR EM CRIANÇA COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA. (2024). RSV, 3(1). https://doi.org/10.61164/rsv.v3i1.2239 DOI: https://doi.org/10.61164/rsv.v3i1.2239

O IMPACTO DA INTERVENÇÃO FISIOTERAPEUTICA EM CRIANÇAS COM AUTISMO. (2023). RSV, 1(1). https://rsv.ojsbr.com/rsv/article/view/181

IMPACTOS DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA ADVOCACIA BRASILEIRA: DESAFIOS E OPORTUNIDADES. (2023). RJNM, 7(1). https://doi.org/10.61164/rjnm.v7i1.2010 DOI: https://doi.org/10.61164/rjnm.v7i1.2010

OS DESAFIOS DA INCLUSÃO DE CRIANÇAS COM AUTISMO NO CONTEXTO EDUCACIONAL. (2024). RJNM, 11(1). https://doi.org/10.61164/rjnm.v11i1.2913 DOI: https://doi.org/10.61164/rjnm.v11i1.2913

ASSÉDIO MORAL NO AMBIENTE DE TRABALHO E A RESPONSABILIDADE CIVIL DO EMPREGADOR. (2023). RJNM, 1(1). https://jrnm.ojsbr.com/juridica/article/view/271

A APLICAÇÃO DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA ATIVIDADE DE INTELIGÊNCIA DE SEGURANÇA PÚBLICA. (2024). RJNM, 8(1). https://doi.org/10.61164/rjnm.v8i1.2936 DOI: https://doi.org/10.61164/rjnm.v8i1.2936

Downloads

Publicado

2026-04-04

Como Citar

EVIDÊNCIAS RECENTES SOBRE O USO DO RITUXIMABE NO PENFIGOIDE BOLHOSO: UMA REVISÃO INTEGRATIVA DA LITERATURA. (2026). REMUNOM, 13(05), 1-16. https://doi.org/10.66104/b1qcrz54