Sustentabilidade Institucional como Capacidade Dinâmica no Estado Periférico
DOI:
https://doi.org/10.66104/mwnr9752Palavras-chave:
Sustentabilidade institucional, Estado periférico, Governança de pessoasResumo
A sustentabilidade institucional tem sido frequentemente tratada como atributo normativo associado à estabilidade organizacional e à integridade administrativa. Contudo, em contextos de Estados periféricos marcados por instabilidade política e fragilidade burocrática, essa noção exige reinterpretação analítica. Este artigo reconceitualiza a sustentabilidade institucional como capacidade dinâmica estatal, entendida como processo cumulativo de retenção do capital burocrático, aprendizagem organizacional e reconfiguração administrativa adaptativa. Com base em abordagem teórico-analítica fundamentada em revisão sistematizada da literatura sobre capacidade estatal, institucionalismo histórico e capacidades dinâmicas, propõe-se modelo integrador que desloca o foco do desenho formal das instituições para os mecanismos internos de preservação e atualização das competências estatais. Argumenta-se que a governança de pessoas constitui infraestrutura central dessa dinâmica adaptativa. Conclui-se que, no Estado periférico, a continuidade institucional depende menos de arranjos normativos formais e mais da consolidação intertemporal de capacidades organizacionais capazes de atravessar ciclos políticos sem perda de coerência estratégica.
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