Perfil epidemiológico de mães de recém-nascidos com sífilis congênita: estudo ecológico
DOI:
https://doi.org/10.66104/hw8zb840Palavras-chave:
sífilis congenita, perfil epidemiológico, gestantes, saúde públicaResumo
O objetivo do estudo foi identificar o perfil epidemiológico das mães de recém-nascidos com sífilis congênita no estado de Goiás, no período de 2015 a 2024. Trata-se de um estudo ecológico, de série histórica, desenvolvido a partir de dados secundários obtidos no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), disponíveis no banco de dados do DATASUS. Foram analisadas variáveis relacionadas à faixa etária, escolaridade materna, realização do pré-natal, momento do diagnóstico e tratamento do parceiro. Os resultados evidenciaram 5.601 casos notificados, com predominância de mães jovens, entre 15 e 34 anos, baixa escolaridade e falhas no tratamento adequado. Observou-se maior número de registros entre gestantes que realizaram pré-natal, o que reflete a ampliação da detecção e não necessariamente o aumento da incidência da doença. Tais achados confirmam a influência dos determinantes sociais da saúde e das fragilidades estruturais da atenção básica sobre a persistência da sífilis congênita. Conclui-se que o fortalecimento das políticas públicas, o aprimoramento do pré-natal e o tratamento oportuno das gestantes e de seus parceiros são fundamentais para a eliminação da transmissão vertical da sífilis no estado de Goiás e no Brasil.
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