PREVENÇÃO DE DOENÇAS CRÔNICAS: ESTRATÉGIAS COMUNITÁRIAS NA ATENÇÃO PRIMÁRIA
DOI:
https://doi.org/10.66104/j7jrbz89Palavras-chave:
Atenção Primária à Saúde, doenças crônicas não transmissíveis, Prevenção de Doenças, estratégias comunitáriasResumo
As doenças crônicas não transmissíveis representam um dos principais desafios contemporâneos para os sistemas de saúde, especialmente diante do envelhecimento populacional, das mudanças nos estilos de vida e da persistência de desigualdades sociais que influenciam os processos de adoecimento. Nesse contexto, a Atenção Primária à Saúde assume papel estratégico na organização de ações voltadas à prevenção, ao monitoramento e ao controle dessas enfermidades, sobretudo por meio de intervenções desenvolvidas no âmbito comunitário. O presente estudo tem como objetivo analisar o papel das estratégias comunitárias implementadas na Atenção Primária à Saúde na prevenção das doenças crônicas não transmissíveis. Trata-se de uma pesquisa de natureza qualitativa, com delineamento bibliográfico e abordagem descritivo-analítica, desenvolvida a partir da análise de produções científicas que discutem a prevenção, o acompanhamento e o manejo das doenças crônicas no contexto da atenção primária. A análise da literatura evidenciou que a atuação territorial das equipes de saúde, aliada à realização de atividades educativas, ações de promoção da saúde e acompanhamento contínuo dos usuários, contribui significativamente para a redução de fatores de risco associados às doenças crônicas. Observou-se também que a atuação interdisciplinar e a participação ativa da comunidade fortalecem as estratégias de prevenção e ampliam a efetividade das ações desenvolvidas nos serviços de saúde. Entretanto, persistem desafios relacionados à estrutura dos serviços, à articulação intersetorial e à continuidade das intervenções realizadas no território. Conclui-se que o fortalecimento das estratégias comunitárias no âmbito da Atenção Primária à Saúde constitui elemento fundamental para a promoção da saúde e para a prevenção das doenças crônicas, sendo necessário ampliar investimentos em políticas públicas que favoreçam práticas de cuidado integradas, participativas e territorializadas.
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