AVALIAÇÃO DA PERCEPÇÃO DE PROFISSIONAIS DE SAÚDE SOBRE A IMPLEMENTAÇÃO DO PROTOCOLO DE IDENTIFICAÇÃO SEGURA EM SEPSE NEONATAL EM UNIDADES DE TERAPIA INTENSIVA NEONATAL, COM FOCO NA QUALIDADE ASSISTENCIAL E RESISTÊNCIA ANTIMICROBIANA
DOI:
https://doi.org/10.66104/5dd1ga32Palavras-chave:
Sepse Neonatal; Segurança do Paciente Pediátrico; Unidades de Terapia Intensiva Neonatal; Resistência Antimicrobiana.Resumo
Objetivo: Investigar como a aplicação de protocolos de identificação segura em sepse neonatal atua como catalisador para a segurança do paciente, elevando o padrão assistencial e mitigando riscos de resistência bacteriana em Unidades de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN). Metodologia: Revisão integrativa da literatura baseada no arcabouço de Whittemore e Knafl, com busca em bases de dados (PubMed, Scopus, Web of Science, SciELO e BVS) por artigos publicados entre 2021 e 2026. A amostra final consistiu em 15 estudos analisados via Análise de Conteúdo Temática. Resultados: A implementação de protocolos estruturados reduz o "tempo de porta" para antibioticoterapia e diminui a variabilidade clínica. Contudo, barreiras como sobrecarga de trabalho, rotatividade da equipe (turnover) e resistência cultural limitam a adesão plena. A percepção positiva dos profissionais correlaciona-se ao fortalecimento da cultura de segurança e ao stewardship de antimicrobianos, permitindo o descalonamento terapêutico seguro. Considerações Finais: A percepção dos profissionais é o alicerce para a eficácia das diretrizes de segurança. Conclui-se que o investimento em governança participativa e suporte tecnológico é imperativo para otimizar o diagnóstico precoce e conter a resistência bacteriana na neonatologia.
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