PARASITOSES INTESTINAIS ASSOCIADAS À PRECARIEDADE DO SANEAMENTO BÁSICO E SUAS IMPLICAÇÕES NA SAÚDE COLETIVA
DOI:
https://doi.org/10.66104/nj4raw34Palavras-chave:
parasitoses intestinais; saneamento básico; saúde pública.Resumo
Esse estudo tem como objetivo analisar a relação entre as parasitoses intestinais e a precariedade do saneamento básico, destacando suas implicações na saúde coletiva. Trata-se de uma revisão narrativa de literatura, de abordagem qualitativa e caráter descritivo, realizada nas bases PubMed, SciELO e Biblioteca Virtual em Saúde, além de documentos oficiais do Ministério da Saúde, considerando publicações entre 2020 e 2026, com utilização de descritores DeCS/MeSH relacionados ao tema. Os resultados evidenciam elevada prevalência de enteroparasitoses em populações vulneráveis, especialmente crianças e indivíduos em situação de rua, associada à ausência de saneamento básico, consumo de água não tratada e práticas inadequadas de higiene. Observa-se ainda impacto significativo no estado nutricional e no desenvolvimento físico e cognitivo, com destaque para a associação com anemia, desnutrição e prejuízos no desempenho escolar. A análise demonstra que a ocorrência dessas infecções resulta da interação entre fatores estruturais, como deficiência de infraestrutura sanitária, e fatores individuais, como hábitos de higiene, configurando um problema multifatorial. Ademais, limitações na vigilância epidemiológica e a subnotificação comprometem a visibilidade do agravo e dificultam a formulação de estratégias mais eficazes. Conclui-se que a melhoria das condições de saneamento, aliada a ações intersetoriais e ao fortalecimento da Atenção Primária à Saúde, é fundamental para a redução da incidência das parasitoses intestinais e para o enfrentamento das desigualdades em saúde, reforçando a necessidade de políticas públicas estruturantes e sustentáveis.
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