ANÁLISE DAS TENDÊNCIAS DE PESQUISA SOBRE LAZER INDÍGENA: O OLHAR DO CEPELS NO CENÁRIO NACIONAL
DOI:
https://doi.org/10.66104/nzarh312Palavras-chave:
Lazer indígena, Cultura, Resistência, ; Globalização.Resumo
O presente artigo, desenvolvido em forma de revisão de literatura associada a uma pesquisa com procedimentos de estado da arte, traz como temática a valorização do lazer indígena como caminho para a preservação e resistência das culturas das etnias indígenas no Brasil. O objetivo basilar do estudo foi lançar um olhar, a partir das tendências em pesquisas sobre o assunto no país, buscando compreender como a valorização e o reconhecimento da legitimidade do lazer indígena contribuem para a preservação cultural e para a resistência frente aos processos de globalização e às imposições do sistema capitalista. Parte-se do pressuposto de que o lazer, enquanto manifestação cultural, constitui-se como elemento social e historicamente construído, sendo, no contexto indígena, atravessado por saberes, práticas e significados próprios, que dialogam com modos de vida tradicionais. Metodologicamente, o estudo caracteriza-se como uma revisão de literatura de natureza narrativa, articulada a um levantamento em moldes de estado do conhecimento, com recorte temporal entre os anos de 2016 e 2026, buscando identificar tendências, abordagens e contribuições da produção científica acerca do tema. Os resultados apontam que o lazer indígena, ainda pouco reconhecido no campo acadêmico e nas políticas públicas, apresenta forte potencial como instrumento de valorização identitária, manutenção de saberes ancestrais e resistência às dinâmicas de homogeneização cultural impostas pela globalização. Com isso, conclui-se que o reconhecimento e o incentivo às práticas de lazer indígenas se configuram como estratégias fundamentais para a preservação cultural e para o fortalecimento das identidades étnicas no Brasil.
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