SÍNDROMES DE DISPERSÃO E USOS POTENCIAIS DA FLORA ARBUSTIVO-ARBÓREA EM REMANESCENTE URBANO DE CERRADO sensu stricto EM PORTO NACIONAL, TOCANTINS
DOI:
https://doi.org/10.66104/ba5pvq43Palavras-chave:
Savana; vegetação urbana; frutos; conservação.Resumo
Os remanescentes urbanos de Cerrado desempenham papel relevante na conservação da biodiversidade, especialmente em paisagens submetidas à fragmentação, fogo recorrente, supressão mecânica da vegetação e expansão urbana. Este estudo teve como objetivo analisar as síndromes de dispersão e os usos potenciais das espécies arbustivo-arbóreas registradas em um remanescente urbano de cerrado sensu stricto no município de Porto Nacional, Tocantins. Os dados florísticos e fitossociológicos utilizados foram provenientes do levantamento previamente realizado por Louzeiro (2025), no qual foram registrados 1.073 indivíduos arbustivo-arbóreos, distribuídos em 53 espécies e 45 gêneros. A partir desse banco de dados, o presente estudo realizou análise complementar voltada à classificação das síndromes de dispersão e à categorização dos usos potenciais das espécies. As espécies foram classificadas quanto às síndromes de dispersão em zoocóricas, anemocóricas, autocóricas e não determinadas, com base em caracteres morfológicos dos frutos, sementes e diásporos, além de informações disponíveis na literatura especializada. Os usos potenciais foram categorizados em medicinal, alimentício, madeireiro, ornamental, artesanal, energético, oleaginoso e recuperação ambiental. Os resultados evidenciaram predominância de espécies com uso medicinal, seguidas por espécies com uso madeireiro, ornamental e alimentício. Quanto às síndromes de dispersão, houve maior proporção de espécies zoocóricas, indicando a importância das interações planta-animal para a manutenção da dinâmica ecológica da comunidade vegetal. A associação entre espécies zoocóricas e usos alimentícios reforça o papel dos remanescentes urbanos de Cerrado como refúgios de biodiversidade, áreas de suporte à fauna e espaços estratégicos para conservação, educação ambiental, arborização urbana e valorização da flora nativa.
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