QUALIDADE DE VIDA E ACESSO VASCULAR EM HEMODIÁLISE: REVISÃO INTEGRATIVA
DOI:
https://doi.org/10.66104/3vbr9128Palavras-chave:
Hemodiálise, Doença renal crônica, Qualidade de vida, Acesso vascular, Cateter venoso central, Desfechos relatados pelos pacientesResumo
A doença renal crônica está associada a importante sobrecarga física, emocional e social, particularmente entre pacientes submetidos à hemodiálise. Apesar do crescente número de estudos sobre desfechos relatados pelos pacientes em hemodiálise, a contribuição do acesso vascular para a percepção da qualidade de vida permanece explorada de forma inconsistente. Esta revisão integrativa analisou como o acesso vascular, especialmente os cateteres venosos centrais, tem sido incorporado em estudos que avaliam a qualidade de vida em populações submetidas à hemodiálise. As buscas foram realizadas nas bases PubMed, Scopus e SciELO, com consulta complementar ao Google Scholar, entre novembro e dezembro de 2025. A revisão seguiu as etapas metodológicas propostas para revisões integrativas, e as recomendações do PRISMA 2020 foram utilizadas para orientar os procedimentos de identificação e triagem dos estudos. Foram incluídos 14 estudos publicados entre 2020 e 2025. Os estudos analisados descreveram consistentemente comprometimento das dimensões física, psicossocial e funcional da qualidade de vida entre pacientes em hemodiálise. Entretanto, apenas um número limitado de investigações avaliou diretamente o acesso vascular como variável analítica associada aos desfechos relatados pelos pacientes. Entre os estudos que compararam modalidades de acesso, os cateteres venosos centrais estiveram geralmente associados a experiências menos favoráveis do que as fístulas arteriovenosas, incluindo menor satisfação com o tratamento, maior sobrecarga psicossocial e maior percepção de vulnerabilidade. Os achados indicam que o acesso vascular permanece insuficientemente incorporado aos modelos analíticos que investigam a qualidade de vida em hemodiálise. Embora estudos que avaliaram diretamente as modalidades de acesso sugiram experiências menos favoráveis entre usuários de cateter, as evidências disponíveis permanecem metodologicamente heterogêneas e limitadas quanto à possibilidade de estabelecer interpretação causal. Investigações futuras com análises estratificadas e ajuste para potenciais fatores de confusão poderão contribuir para compreensão mais consistente de como o acesso vascular influencia a experiência da hemodiálise.
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