ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA DAS LEISHMANIOSES NA REGIONAL DE SAÚDE DE CODÓ, MARANHÃO
DOI:
https://doi.org/10.66104/rjs4rc26Palavras-chave:
Leishmaniose; Perfil Epidemiológico; MaranhãoResumo
As leishmanioses constituem importantes doenças negligenciadas e permanecem como um relevante problema de saúde pública no Brasil, especialmente nas regiões Norte e Nordeste. Este estudo teve como objetivo analisar o perfil epidemiológico das leishmanioses na Regional de Saúde de Codó, Maranhão, no período de 2015 a 2024. Trata-se de um estudo epidemiológico ecológico, retrospectivo, descritivo e quantitativo, realizado com dados secundários obtidos no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). Foram registrados 531 casos confirmados de leishmaniose no período analisado, sendo 61,6% referentes à leishmaniose tegumentar americana e 38,4% à leishmaniose visceral. Observou-se predominância de casos no sexo masculino (69,3%), com maior frequência entre adultos de 20 a 39 anos. Na leishmaniose visceral, houve concentração de casos em crianças de 1 a 4 anos. A forma cutânea representou 97,9% dos casos de leishmaniose tegumentar. Em relação à evolução clínica, 70,0% dos casos evoluíram para cura, enquanto a leishmaniose visceral apresentou maior ocorrência de óbitos. O município de Codó concentrou o maior número absoluto de casos, seguido por Coroatá, e foram observadas diferenças significativas na distribuição dos casos entre os municípios da regional. Conclui-se que as leishmanioses permanecem endêmicas na Regional de Saúde de Codó, evidenciando a necessidade de fortalecimento das ações de vigilância epidemiológica, qualificação dos registros em saúde, ampliação do diagnóstico precoce e aprimoramento das estratégias de prevenção e controle da doença.
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