COMPOSIÇÃO FLORÍSTICA E SÍNDROMES REPRODUTIVAS DO COMPONENTE ARBÓREO DA MATA ATLÂNTICA DE UTINGA LEÃO, RIO LARGO - AL

Autores

  • Maria Karlla Verônica da Silva Universidade Federal de Alagoas (UFAL) Campos de Engenharia e Ciências Agrárias (CECA)
  • Andréa de Vasconcelos Freitas Pinto Universidade Federal de Alagoas (UFAL - CECA) – Campus de Engenharia e Ciências Agrárias. Brasil
  • Raquel Elvira Cola Universidade de São Paulo-SP, Brasil
  • Camila Alexandre Cavalcante de Almeida Universidade Federal de Alagoas (UFAL - CECA) – Campus de Engenharia e Ciências Agrárias, Brasil
  • Maria José de Holanda Leite Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Brasil
  • Carlos Frederico Lins e Silva Brandão Departamento de Agronomia, Universidade Federal do Agreste de Pernambuco (UFAPE) , Brasil
  • Diogo José Oliveira Pimentel Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Brasil

DOI:

https://doi.org/10.66104/cqxnct85

Palavras-chave:

Interação planta-polinizador;, vegetação arbórea; , dispersão de sementes;, vetor reprodutivo; , conservação da biodiversidade.

Resumo

A Mata Atlântica constitui um dos biomas mais biodiversos e ameaçados do planeta, desempenhando papel essencial na manutenção de processos ecológicos. O presente estudo teve como objetivo avaliar a diversidade florística das espécies arbóreas, bem como caracterizar as síndromes de polinização e dispersão em um fragmento de Mata Atlântica localizado no Instituto de Preservação da Mata Atlântica (IPMA), no município de Rio Largo, Alagoas. Para o percurso metodológico, realizou-se o levantamento florístico entre os anos de 2025 e 2026, com a instalação de 70 parcelas de 10 x 10 m, dispostas em um bloco amostral sistemático, totalizando uma área de amostragem contínua de 0,7 hectares. Incluíram-se indivíduos com circunferência à altura do peito (CAP) igual ou superior a 15 cm. A identificação apoiou-se em literatura especializada e na plataforma Flora e Funga do Brasil, adotando-se o sistema de classificação APG IV. Como resultados, registraram-se 376 indivíduos arbóreos distribuídos em 18 famílias botânicas, com predominância de Fabaceae. Observou-se elevada predominância de espécies nativas (84,3%) em relação às exóticas (15,7%). Quanto às síndromes de polinização, verificou-se a soberania da entomofilia (75,3%), seguida por quiropterofilia (13,8%) e melitofilia (10,9%). Em relação às síndromes de dispersão, a zoocoria foi a mais representativa (56,4%), seguida pela anemocoria (34,3%), autocoria (8,0%) e hidrocoria (1,3%). Conclui-se que o fragmento florestal apresenta elevada funcionalidade ecológica e forte interação entre flora e fauna para a manutenção dos processos reprodutivos. Recomenda-se o controle adaptativo das espécies exóticas e a preservação dos vetores bióticos locais para assegurar o fluxo gênico e a regeneração natural contínua da área.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Biografia do Autor

  • Maria Karlla Verônica da Silva, Universidade Federal de Alagoas (UFAL) Campos de Engenharia e Ciências Agrárias (CECA)

    Maria Karlla Verônica da Silva. Graduanda em Engenharia Florestal pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL) – Campus de Engenharia e Ciências Agrárias (CECA).

  • Andréa de Vasconcelos Freitas Pinto, Universidade Federal de Alagoas (UFAL - CECA) – Campus de Engenharia e Ciências Agrárias. Brasil

    Doutora em Ciências Florestais,  

  • Raquel Elvira Cola , Universidade de São Paulo-SP, Brasil

    Doutoranda em Recursos Florestais pela Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”

  • Camila Alexandre Cavalcante de Almeida , Universidade Federal de Alagoas (UFAL - CECA) – Campus de Engenharia e Ciências Agrárias, Brasil

    Doutora em Proteção de Plantas,

  • Maria José de Holanda Leite, Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Brasil

    Doutora em Ciências Florestais,

  • Carlos Frederico Lins e Silva Brandão, Departamento de Agronomia, Universidade Federal do Agreste de Pernambuco (UFAPE) , Brasil

    Doutor em Ciências Florestais,

  • Diogo José Oliveira Pimentel, Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Brasil

    Doutor em Ciências Florestais,

Referências

ALAGOAS. Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (SEMARH). Dados de precipitação mensal. Maceió: Portal de Dados Abertos de Alagoas, 2023. Disponível em: https://dados.al.gov.br/catalogo/dataset/dados-de-precipitacao-mensal/resource/bb471fd0-9aa8-4ab6-9cbb-37f21d4ad846. Acesso em: 13 fev. 2026.

ALMEIDA, D. L.; SILVA, J. M. Espécies nativas da Mata Atlântica pernambucana com potencial paisagístico. Revista Brasileira de Meio Ambiente, v. 12, n. 2, p. 123–135, 2024. Disponível em: https://www.revistabrasileirademeioambiente.com/index.php/RVBMA/article/view/1621/421. Acesso em: 19 mar. 2026. DOI: https://doi.org/10.66205/rvbma.v12i2.1621

ALMEIDA, D. S. Recuperação ambiental da Mata Atlântica. 3. ed. Ilhéus: Editus, 2016. Disponível em: https://books.scielo.org. Acesso em: 11 maio. 2025. DOI: https://doi.org/10.7476/9788574554402.0009

ANGIOSPERM PHYLOGENY GROUP (APG). An update of the Angiosperm Phylogeny Group classification for the orders and families of flowering plants: APG IV. Botanical Journal of the Linnean Society, v. 181, n. 1, p. 1-20, 2016. DOI: https://doi.org/10.1111/boj.12385

ARAÚJO, T. M. S.; BASTOS, F. H. Corredores ecológicos e conservação da biodiversidade: aportes teóricos e conceituais. Revista da Casa da Geografia de Sobral, Sobral, v. 21, n. 2, p. 716–729, set. 2019. Disponível em: https://rcgs.uvanet.br/index.php/RCGS/article/view/575. Acesso em: 26 dez. 2025. DOI: https://doi.org/10.35701/rcgs.v21n2.575

ASSIS JUNIOR, W.; KIYOTANI, R. Projeto de restauração de áreas degradadas: uma análise de caso da região de Atlântica Ville (SP), numa área fictícia para ensaio metodológico. Unisanta BioScience, v. 13, n. 4, p. 263-277, 2024. Disponível em: https://doi.org/10.5281/zenodo.14247317. Acesso em: 11 maio 2026.

BARBOSA, E. S. S. Barreiras antropogênicas e conectividade do habitat. Caderno Pedagógico, v. 21, n. 3, p. e3508, 2024. Disponível em: https://ojs.studiespublicacoes.com.br/ojs/index.php/cadped/article/view/3508. Acesso em: 25 dez. 2025. DOI: https://doi.org/10.54033/cadpedv21n3-226

BEGON, M.; TOWNSEND, C. R. Ecologia: de indivíduos a ecossistemas. 5. ed. Porto Alegre: Artmed, 2023.

BELANHA, L. S. Importância de áreas remanescentes de Mata Atlântica, sob os pontos de vista da biodiversidade: uma revisão sistemática de literatura. 2023. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em Ciências Biológicas) – Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira, Acarape, 2023. Disponível em: https://repositorio.unilab.edu.br/jspui/handle/123456789/4331. Acesso em: 11 maio 2026.

BROOKS, M. L. Alien annual grasses and fire in the Mojave Desert. Madroño, v. 46, n. 1, p. 13-19, 1999. DOI: https://doi.org/10.1023/A:1010057726056

BRUNHOLI, R. M. Classificação da flora vascular da cidade de Sorocaba-SP quanto às síndromes de dispersão de pólen e sementes: subsídio para projetos de restauração ecológica. 2024. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Engenharia Ambiental) – Universidade Estadual Paulista, Sorocaba, 2024. Disponível em: https://hdl.handle.net/11449/256793. Acesso em: 24 mar. 2026.

CALIXTO, A. Z.; SILVEIRA, F. A. O.; MASSARA, R. L. What do we know about seed dispersal by Carnivorans in Brazil?. Acta Oecologica, v. 127, p. 104073, 2025. Disponível em: https://doi.org/10.1016/j.actao.2025.104073. Acesso em: 24 mar. 2026. DOI: https://doi.org/10.1016/j.actao.2025.104073

DA SILVA, R. C. et al. Documentação florística e conservação da biodiversidade: a importância do herbário IFTO no extremo norte do Tocantins. Revista Foco, Curitiba, v. 19, n. 1, p. e11240, 2026. Disponível em: https://doi.org/10.54751/revistafoco.v19n1-043. Acesso em: 24 mar. 2026. DOI: https://doi.org/10.54751/revistafoco.v19n1-043

DIRZO, R. et al. Defaunation in the Anthropocene. Science, v. 345, n. 6195, p. 401-406, 2014. Disponível em: https://www.science.org/doi/10.1126/science.1251817. Acesso em: 3 jun. 2026. DOI: https://doi.org/10.1126/science.1251817

ELIAS, R. J. Análise da diversidade e da abundância florística da vegetação do Jardim Botânico Universitário da Universidade Eduardo Mondlane. 2025. Monografia (Graduação em Biologia) – Universidade Eduardo Mondlane, Maputo, 2025. Disponível em: http://monografias.uem.mz/handle/123456789/5077. Acesso em: 13 fev. 2026.

FAEGRI, K.; VAN DER PIJL, L. The principles of pollination ecology. 3. ed. Oxford: Pergamon Press, 244 p., 1979. DOI: https://doi.org/10.1016/B978-0-08-023160-0.50020-7

FLORA E FUNGA DO BRASIL. Flora e Funga do Brasil. Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2026. Disponível em: http://floradobrasil.jbrj.gov.br/. Acesso em: 14 fev. 2026.

FLORIANO, E. P. Conservação e manejo da fauna silvestre. Rio Largo, AL: [s. n.], 2024. Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/377984049_Conservacao_e_manejo_da_fauna_silvestre. Acesso em: 24 dez. 2025.

GALETTI, M.; DIRZO, R. Ecological and evolutionary consequences of living in a defaunated world. Biological Conservation, v. 163, p. 1-6, 2013. Disponível em: https://doi.org/10.1016/j.biocon.2013.04.020.Acesso em: 3 jun. 2026. DOI: https://doi.org/10.1016/j.biocon.2013.04.020

GOMES, A. C.; MENINO, G. C. O.; MARQUES, A. S. Levantamento florístico e sua importância para a manutenção da biodiversidade no Jardim Botânico de Rio Verde, Goiás. 2025. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Ciências Biológicas) – Instituto Federal Goiano, Rio Verde, 2025. Disponível em: https://repositorio.ifgoiano.edu.br/handle/prefix/5959. Acesso em: 12 fev. 2026.

GRILO, A. A.; OLIVEIRA, M. A.; TABARELLI, M. Árvores. In: PÔRTO, K. C.; ALMEIDA-CORTÊZ, J. S.; TABARELLI, M. (orgs.). Diversidade biológica e conservação da floresta atlântica ao norte do rio São Francisco. Brasília: Ministério do Meio Ambiente, 2006. p. 191-218.

HOWE, H. F.; SMALLWOOD, J. Ecology of seed dispersal. Annual Review of Ecology and Systematics, v. 13, p. 201-228, 1982. DOI: https://doi.org/10.1146/annurev.es.13.110182.001221

JUSTINO, S. T. J. Dinâmica florestal e estoque de carbono em fragmentos de Mata Atlântica. 2024. Tese (Doutorado em Ciência Florestal) – UNESP, Botucatu, 2024. Disponível em: https://repositorio.unesp.br/entities/publication/d537f451-62ac-42df-9fcf-505fa9da4f6c. Acesso em: 25 dez. 2025.

KÖPPEN, W.; GEIGER, R. Klima der Erde (Wandkarte 1:16 Mill.). Gotha: Anton Klett-Perthes, 1961.

LAURANCE, W. F. et al. Ecosystem decay of Amazonian forest fragments: a 22‐year investigation. Conservation Biology, v. 16, n. 3, p. 605-618, 2002. DOI: https://doi.org/10.1046/j.1523-1739.2002.01025.x

LORENZI, H. Árvores brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil. 3. ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2021. v. 3.

LYRA-LEMOS, R. P.; MOTA, M. C. S.; CHAGAS, E. C. O.; SILVA, F. C. (org.). Checklist Flora de Alagoas: angiospermas. Maceió: Instituto do Meio Ambiente de Alagoas, Herbário MAC, 2010. 141 p.

MORELLATO, L. P. C. et al. Phenology of Atlantic rain forest trees: a comparative study 1. Biotropica, v. 32, n. 4b, p. 811-823, 2000. DOI: https://doi.org/10.1111/j.1744-7429.2000.tb00620.x

OLIVEIRA, R. M. et al. Síndrome de dispersão das angiospermas em área de compensação da Alcoa Alumínio S.A, Minas Gerais, Brasil. In: CONGRESSO NACIONAL DE MEIO AMBIENTE DE POÇOS DE CALDAS, 22., 2025, Poços de Caldas. Resumo [...]. Poços de Caldas: GSC Eventos Especiais, 2025. Disponivel em: https://www.meioambientepocos.com.br/wp-content/uploads/2026/01/468468_sndrome-de-disperso-das-angiospermas-em-rea-de-compensao-da-alcoa-alumnio-sa-minas-gerais-brasil.pdf. Acesso em: 11 maio 2026.

RIBEIRO, D. S. Botânica na escola: atividades teóricas e práticas para a compreensão da morfologia das angiospermas. 2024. 47 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em Ciências Biológicas) – Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, 2024. Disponível em: https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/33483. Acesso em: 25 dez. 2025.

RIBEIRO, F. S. Estratégias metodológicas sobre a conservação dos serviços ecossistêmicos da Mata Atlântica: uma revisão sistemática da educação básica brasileira. 2025. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Ciências Biológicas) – Universidade Federal de Sergipe, São Cristóvão, 2025. Disponível em: https://ri.ufs.br/jspui/handle/riufs/22364. Acesso em: 13 fev. 2026.

SANTANA, P. C.; IAMARA-NOGUEIRA, J. Evolução floral e ecologia da polinização. São Paulo: USP, 2019. p. 58-73.

SANTOS, R. F.; JUNQUEIRA, D. I. Caracterização dos agentes polinizadores bióticos e abióticos. Acta Biologica Brasiliensia, v. 7, n. 1, p. 52–59, 2024. Disponível em: https://seer.uftm.edu.br/revistaeletronica/index.php/acbioabras/article/view/7646. Acesso em: 25 dez. 2025. DOI: https://doi.org/10.18554/acbiobras.v7i1.7646

SANTOS JUNIOR, G. A. et al. Composição florística e síndromes de polinização e de dispersão da Praça Padre Pedro Tenório Raposo, Maceió – AL. Observatório de la Economía Latinoamericana, Curitiba, v. 21, n. 6, p. 3855-3874, 2023. Disponível em: https://doi.org/10.55905/oelv21n6-042. Acesso em: 24 mar. 2026. DOI: https://doi.org/10.55905/oelv21n6-042

SILVA, E. da C. et al. Fabaceae Lindl. de um Fragmento Vegetacional da Amazônia maranhense, Brasil. Revista Brasileira de Geografia Física, v. 17, n. 4, p. 2850-2863, 2024. Disponível em: https://www.researchgate.net/profile/Guilherme-Silva-32/publication/382533619_Fabaceae_Lindl_de_um_Fragmento_Vegetacional_da_Amazonia_maranhense_Brasil/links/66a7de2875fcd863e5e87dba/Fabaceae-Lind-de-um-Fragmento-Vegetacional-da-Amazonia-maranhense-Brasil.pdf. Acesso em: 11 maio 2026. DOI: https://doi.org/10.26848/rbgf.v17.4.p2850-2863

SILVA, M. S. F.; ANUNCIAÇÃO, V. S.; ARAÚJO, H. M. Criação e gestão ambiental de Áreas de Proteção Ambiental. Terr@ Plural, v. 14, 2020. Disponível em: https://revistas.uepg.br/index.php/tp/article/view/13616. Acesso em: 23 dez. 2025. DOI: https://doi.org/10.5212/TerraPlural.v.14.2013616.048

TABARELLI, M. et al. Desafios e oportunidades para a conservação da biodiversidade na Mata Atlântica brasileira. Megadiversidade, v. 1, n. 1, p. 132-138, 2005.

TOLEDO, J. A. F. Variação da composição arbórea ao longo do perfil vertical na sucessão ecológica de florestas tropicais em restauração. 2025. Dissertação (Mestrado em Recursos Florestais) – Universidade de São Paulo, Piracicaba, 2025. Disponível em: https://doi.org/10.11606/D.11.2025.tde-02122025-181532. Acesso em: 14 fev. 2026. DOI: https://doi.org/10.11606/D.11.2025.tde-02122025-181532

VAN DER PIJL, L. Principles of dispersal in higher plants. Berlin: Springer-Verlag, 1982. DOI: https://doi.org/10.1007/978-3-642-87925-8

Downloads

Publicado

2026-06-17

Como Citar

COMPOSIÇÃO FLORÍSTICA E SÍNDROMES REPRODUTIVAS DO COMPONENTE ARBÓREO DA MATA ATLÂNTICA DE UTINGA LEÃO, RIO LARGO - AL. (2026). REMUNOM, 13(13), 1-34. https://doi.org/10.66104/cqxnct85