COMPOSIÇÃO FLORÍSTICA E SÍNDROMES REPRODUTIVAS DO COMPONENTE ARBÓREO DA MATA ATLÂNTICA DE UTINGA LEÃO, RIO LARGO - AL
DOI:
https://doi.org/10.66104/cqxnct85Palavras-chave:
Interação planta-polinizador;, vegetação arbórea; , dispersão de sementes;, vetor reprodutivo; , conservação da biodiversidade.Resumo
A Mata Atlântica constitui um dos biomas mais biodiversos e ameaçados do planeta, desempenhando papel essencial na manutenção de processos ecológicos. O presente estudo teve como objetivo avaliar a diversidade florística das espécies arbóreas, bem como caracterizar as síndromes de polinização e dispersão em um fragmento de Mata Atlântica localizado no Instituto de Preservação da Mata Atlântica (IPMA), no município de Rio Largo, Alagoas. Para o percurso metodológico, realizou-se o levantamento florístico entre os anos de 2025 e 2026, com a instalação de 70 parcelas de 10 x 10 m, dispostas em um bloco amostral sistemático, totalizando uma área de amostragem contínua de 0,7 hectares. Incluíram-se indivíduos com circunferência à altura do peito (CAP) igual ou superior a 15 cm. A identificação apoiou-se em literatura especializada e na plataforma Flora e Funga do Brasil, adotando-se o sistema de classificação APG IV. Como resultados, registraram-se 376 indivíduos arbóreos distribuídos em 18 famílias botânicas, com predominância de Fabaceae. Observou-se elevada predominância de espécies nativas (84,3%) em relação às exóticas (15,7%). Quanto às síndromes de polinização, verificou-se a soberania da entomofilia (75,3%), seguida por quiropterofilia (13,8%) e melitofilia (10,9%). Em relação às síndromes de dispersão, a zoocoria foi a mais representativa (56,4%), seguida pela anemocoria (34,3%), autocoria (8,0%) e hidrocoria (1,3%). Conclui-se que o fragmento florestal apresenta elevada funcionalidade ecológica e forte interação entre flora e fauna para a manutenção dos processos reprodutivos. Recomenda-se o controle adaptativo das espécies exóticas e a preservação dos vetores bióticos locais para assegurar o fluxo gênico e a regeneração natural contínua da área.
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